parceiros:







info@fotoadrenalina.com | +351.916 222 009





programa
condições e custos
reserva
imprimir
  13 junho a 20 setembro

A nossa proposta

São literalmente 100 dias de viagem pelo país e ilhas, onde em cada dia haverá um programa diferente por trilhos na natureza, montanha, passadiços, miradouros, aldeias, castelos, parques naturais e cidades. 

O pôr-do-sol será sempre no local mais bonito do sítio onde estivermos.

Tu escolhes: viajar 1 dia, 2 dias, 3 dias, 5 dias ou os dias que quiseres, e vais ter 100 dias por onde escolher. 

O esquema será partir do Sul e ir subindo por Portugal, com desvios para o interior e litoral, desbravando caminhos pela natureza, pelas aldeias e pelas cidades. E até vamos fazer a mais famosa estrada do país, a Estrada Nacional N2. 

Durante estes 100 dias descemos e subimos várias vezes Portugal continental, descobrindo o teu país não só de Norte a Sul, mas também de Este a Oeste, visitando sítios e locais diferentes. 

São tantos os percursos que vamos fazer durante os 100 dias por Portugal, que seria difícil conseguir incluir tudo o que é bonito no nosso país, mas não deixaremos de visitar zonas como o Gerês, Alqueva, Serra da Estrela, Douro Vinhateiro, Costa Alentejana, Trás-os-Montes, Douro Internacional, Alentejo, as Beiras e o Algarve. 

Serão sempre programas ao ar livre, em montanha, por trilhos, passadiços ou por ciclovia, mas também iremos conquistar castelos e muralhas, iremos descobrir miradouros e ruas escondidas das grandes cidades, iremos ver e tomar banho nas cascatas, nas praias fluviais e nos nossos 900 km de costa Atlântica.

Nesta volta a Portugal em 100 dias, não deixaremos de ir à Madeira aos Açores, com um programa completo de vários dias que nos permitirá conhecer o melhor de cada um destes arquipélagos (nas ilhas Propostas). 

Viajar com o Fotoadrenalina sempre foi uma experiência, fotográfica porque gostamos que cada um mostre o seu olhar do mundo, mas também uma experiência de sentidos, onde não só vamos para ver, mas também para provar os sabores de cada região, ouvir para apreender novas culturas e sentir, mesmo que agora não possamos tocar. Essa mesma experiência que temos pelos 5 continentes em que viajamos, queremos agora reproduzir no nosso país, apenas muda o cenário.


Spots Fotográficos

. Paisagens a perder de vista

. Barragens, albufeiras, açudes e cursos de água

. Castelos e Muralhas

. Ciclovias e trilhos

. Cascatas, lagos e mar

. Cidades, vilas e aldeias

. Ruas por descobrir 

. Atividades extras como adegas, passeios de barcos e bicicleta.


Técnica Fotográfica

Fotografia de natureza (fauna, flora), paisagem natural, paisagem urbana, fotografia de rua, usos e costumes…


Material Fotográfico

Nesta experiência fotográfica, todos os dispositivos são bem vindos: câmaras reflex ou mais compactas, mas também smartphones ou drones. Privilegiamos sempre o olhar pessoal, explorando as potencialidades dos dispositivos. 


Destinatários

Esta experiência fotográfica destina-se a TODOS os que gostam de explorar o mundo e registar o seu olhar pessoal. O conhecimento fotográfico e o tipo de câmara utilizados não são importantes: os líderes apoiarão procurando desenvolver competências. O mais importante é a valorização da subjetividade do olhar e o enriquecimento cultural a partir das experiências que nos propomos viver em conjunto.

 

Esquema geral:

 

// LISBOA

dia 28 – 10 jul / 6ª

dia 87 – 7 set / 2ª
 
// ARRÁBIDA
dia 29 – 11 jul /sáb (últimos lugares)

dia 86 – 6 set / dom


// À DESCOBERTA DA COSTA VICENTINA 1ª ETAPA
. Porto Covo - Vila Nova de Milfontes

dia 30 – 12 jul / dom

dia 78 – 29 ago / sáb
 
//
À DESCOBERTA DA COSTA VICENTINA 2ª ETAPA
. Vila Nova de Milfontes - Almograve

dia 31 – 13 jul / 2ª

dia 79 – 30 ago / dom
 
//
À DESCOBERTA DA COSTA VICENTINA 3ª ETAPA
. Almograve - Zambujeira do Mar

dia 32 – 14 jul / 3ª

dia 80 – 31 ago / 2ª
 
//
À DESCOBERTA DA COSTA VICENTINA 4ª ETAPA
. Zambujeira do Mar - Odeceixe
dia 33 – 15 jul / 4ª

dia 81 – 1 set / 3ª
 
//
À DESCOBERTA DA COSTA VICENTINA 5ª ETAPA

. Odeceixe - Praia da Arrifana

dia 34 – 16 jul / 5ª

dia 82 – 2 set / 4ª
 
//
À DESCOBERTA DA COSTA VICENTINA 6ª ETAPA

. Praia da Arrifana - Carrapateira
dia 35 – 17 jul / 6ª

dia 83 – 3 set / 5ª
 
//
À DESCOBERTA DA COSTA VICENTINA 7ª ETAPA

. Carrapateira - Vila do Bispo
dia 36 – 18 jul / sáb

dia 84 – 4 set / 6ª
 
//
À DESCOBERTA DA COSTA VICENTINA 8ª ETAPA

. Vila do Bispo - Sagres
dia 37 – 19 jul / dom

dia 85 – 5 set / sáb

 

//ALGARVE

. Algarve interior, parando nas aldeias, fontes e cascatas

dia 38 – 20 jul / 2ª

dia 73 – 24 ago / 2ª


. Caminho dos Promontórios

dia 39 – 21 jul / 3ª

dia 74 – 25 ago /3ª 

.Caminho dos Sete Vales Suspensos

dia 40 – 22 jul / 4ª

dia 75 – 26 ago / 4ª

 

. Ria Formosa 

dia 41 – 23 jul / 5ª

dia 76 – 27 ago / 5ª

. Algarve visto do mar 

dia 42 – 24 jul / 6ª

dia 77 – 28 ago / 6ª 

 

// DE MÉRTOLA ÀS MINAS DE SÃO DOMINGOS 

dia 43 – 25 jul / sáb 

dia 72 – 23 ago / dom

// DO GUADIANA A NOUDAR

dia 44 – 26 jul / dom 

dia 71 – 22 ago / sáb

 

// ALQUEVA

dia 45 – 27 jul / 2ª

dia 70–21 ago / 6ª - ÚLTIMOS LUGARES


// N2
. Montemor-o-novo - Sertã

dia 46 – 28 jul / 3ª

 

// MARVÃO, CASTELO DE VIDE E SERRA DE S. MAMEDE

dia 47 – 29 jul / 4ª 

dia 68–19 ago / 4ª

 

// LOUSÃ
. De Castelo de Arunce a Cerdeira

dia 48 – 30 jul / 5ª

. Da Aldeia do Coentral ao Baloiço do Trevim 

 

dia 49 – 31 jul / 6ª


// SERRA DA ESTRELA

. De Valhelhas a Linhares da Beira

dia 52 – 3 ago / 2ª

. De Linhares da Beira à Ponte das 3 entradas

dia 53 – 4 ago / 3ª

. De Belmonte a Monsanto

dia 54 – 5 ago / 4ª


// SERRA DA FREITA
dia 55 – 6 ago / 5ª
 
// SERRA DA ARADA
dia 56 – 7 ago / 6ª

 

// DOURO VINHATEIRO

... de Miguel Torga

dia 57 – 8 ago / sáb

dia 90 – 10 set / 5ª

. Da última quinta do Douro ao Pinhão

dia 58 – 9 ago / dom 

dia 91 – 11 set / 6ª


// CALÇADA DE ALPAJARES
dia 59 – 10 ago / 2ª

 

// DOURO INTERNACIONAL 

. Na rota dos miradouros 

dia 60 – 11 ago / 3ª 

dia 92 – 12 set / sáb

. Na rota dos miradouros e das grandes aves

dia 61 – 12 ago / 4ª 

dia 93 – 13 set / dom


// MONTESINHO 

dia 62 – 13 ago / 5ª


// SISTELO
dia 63 – 14 ago / 6ª

 

// GERÊS

. Fenda da Calcedónia e Cascata Cela de Cavalos

dia 64 – 15 ago / sáb
 
. Sete Lagoas 

dia 65 – 16 ago / dom

 

// N2

. Chaves - Viseu

dia 66 – 17 ago / 2ª

. Viseu – Sertã

dia 67 – 18 ago / 3ª 

 

// N2

.Sertã - Montemor-o-Novo

dia 69 – 20 ago / 5ª -últimos lugares


// AROUCA 1
dia 88 – 8 set / 3ª

// AROUCA 2
dia 89 – 9 set / 4ª

// PORTO
dia 94 – 15 set / 2ª

// AÇORES
Dia 93 ao 100 - de 13 a 20 de setembro

// MADEIRA
Dia 96 ao 100 - de 16 a 20 de setembro


faixa_programa2020.png

 

Dia 28 dos 100 dias – 10 jul/6ª

//Lisboa

 

D28_D87_lisboa.png


Achas que conheces Lisboa? Percorreste as suas ruas vezes sem conta, escorregaste na sua calçada de visita, mas... mesmo assim, há sempre um cantinho por descobrir.
Vilas operárias da Graça > Neste passeio vamos aventurar-nos pela Graça, muitas vezes ignorada pelo viajante. A malha urbanística foi-se transformando com a afluência de trabalhadores rurais para a cidade e a criação de vilas operárias no final do século XIX. Esta nova forma de vida comunitária ainda presente hoje em dia. Conhecer os seus recantos, ruas, ruelas e escadinhas.

Segue-se Alfama. Assumidamente labiríntica, Alfama revela a cada canto, recanto, ruela ou escadinha o seu casario, a sua gente, e o Tejo. Perde-te connosco na Alfama autêntica.

Mouraria > Fiel à sua origem, a Mouraria permanece o bairro mais multicultural de Lisboa. Aqui, coabitam mais de 50 nacionalidades. No coração de um bairro medieval, as ruas enchem-se de aromas exóticos, os seus cantos animam-se de fados.

Cacilhas > A 10 minutos de Lisboa, a travessia do Tejo de cacilheiro revela a melhor vista da capital. Na margem sul do rio, em Cacilhas, é durante o pôr-do-sol que a cidade espalha o seu encanto.
Bairro Padre Cruz > Lisboa também são bairros sociais. Quando o Bairro Padre Cruz foi escolhido para receber mais de 30 artistas nacionais e internacionais para espalhar criatividade nas suas paredes, o seu destino mudou. Verdadeiro museu a céu aberto de arte urbana, cada obra é uma pequena joia, digna de ver, rever e fotografar.

 

Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: carro, a pé e barco.
Percursos a pé: 12 km.

 
Dia 29 – 11 jul/sáb (últimos lugares)

//Arrábida


D29_D86_arrabida.png

 

Pequito Rebelo dizia que “Portugal é mediterrânico por natureza e atlântico por posição”. É no santuário da Serra da Arrábida que temos algumas das paisagens mediterrânicas mais imponentes em Portugal. Desproporcionalmente é um dos sítios menos explorados para além do óbvio e o seu potencial fica muito aquém. Queremos com esta experiência mostrar alguns dos segredos mais bem guardados, seja para os que nunca se deslocaram até aqui como para aqueles que visitam regularmente, mas que se dedicam apenas às praias mais habituais.
 Os pontos altos desta experiência serão alguns dos melhores segredos que esta serra nos reserva. Iremos percorrer alguns trilhos pedestres até algumas “janelas” que nos proporcionam uma visão de 180 graus para o Atlântico, enquanto por baixo de nós desabam falésias abruptas e verdejantes destacadas pela terra seca e avermelhada da Serra. Percorreremos alguns dos mais fantásticos trilhos pelas falésias e pequenas praias, covas e grutas que nos mostram um pouco do que é considerada a maior escarpa calcária da Europa Continental. As cores contrastantes do verde luxuriante do vale da Serra do Risco com a cor da terra e as inúmeras flores e cheiros (do Alecrim, do Rosmaninho, do Tomilho ou da Lavanda) são alguns dos sentidos que irão marcar este percurso.

 

Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: carro, a pé e barco.
Percursos a pé: 12 km.

 
Dia 30 – 12 jul/dom

//Costa Vicentina 1

 

D30_D78.JPG

 

Uma viagem épica por uma das mais bonitas zonas costeiras da Europa

É atualmente o maior troço de costa virgem a nível europeu, um local de peregrinação natural onde o relógio do tempo parou para descansar... e deixou de contar. A Costa Vicentina foi feita para mimar os sentidos... o simples toque reconfortante da brisa marinha; a contemplação apaixonante de vistas que nos revelam praias desertas ladeadas por penhascos, onde o mar entra sem cerimónia; vilas piscatórias, com casinhas típicas, onde podemos desfrutar do saborzinho salgado dos temperos que recheiam aquele peixinho divinal que nos alimenta a alma e o estômago ao final do dia; o som das ondas, dos pássaros, do vento... e o silêncio da vida quotidiana, das buzinas, dos motores, dos telefones, daquela voz interior que nos passa o tempo a disciplinar. Aqui a única disciplina é largar, soltar... caminhar em frente e deixar os pés afundar na areia, mergulhar nas águas refrescantes do Atlântico e cair na praia a beber uma cerveja, um sumo, água, chá, aquilo que o teu corpo mais pedir. Não se trata de penitência... caminhamos para alimentar a alma, para aproveitar a vida e para retemperar a mente.

A pé, de bicicleta, de kayak/SUP... de onda em onda... vamos de Porto Covo até à Carrapateira, percorrendo o Trilho dos Pescadores, seguindo a linha da costa e passando por algumas das praias mais bonitas e remotas de Portugal.

Vamos ter oportunidade de aprender a fazer surf, remar, pedalar e vamos caminhar... quanto? Tu decides! 30-60-90-120-150 quilómetros? Fazes aquilo que quiseres, com a confiança e a segurança de teres sempre uma viatura pronta para te receber no final de cada etapa.

E porque isto é um programa para descomprimir e libertar o peso das costas, não te preocupes que levamos a nossa "mula". A única coisa que precisas de levar contigo durante as etapas é uma pequena mochila com água (muita), protetor solar, farnel, fato de banho e toalha.

 

1ª ETAPA - (PORTO COVO - VILA NOVA DE MILFONTES) 


Começar em grande, porque não, neste local idílico, onde Rui Veloso se veio inspirar para criar uma das suas famosas cancões. Porto Covo é a porta de entrada privilegiada para a Costa Vicentina. Um pequeno passo coloca-nos em comunhão com o mar, bem de cima, por cima das falésias onde pequenas enseadas desvendam pequenas praias, algumas tão pequenas e inacessíveis que nem lhes deram nome.

Caminhamos para Sul, seguindo gentilmente por trilhos de terra, com pequenas incursões por alguns pontos mais marcantes da costa.

Os primeiros quilómetros da caminhada presenteiam-nos com algumas praias, o tempo suficiente para forrar as sapatilhas de areia e sentir o corpo a aquecer, e é na Praia da Ilha do Pessegueiro que fazemos a primeira paragem, onde nos esperam uns simpáticos cavalos, residentes aqui. 

Como queremos partilhar esta experiência entre os participantes, paramos numa praia muito especial para conversar, comer uns petiscos, beber uma bebida geladinha e molhar os pés, ou mesmo o corpo todo, porque não.

Voltamos à estrada... oops, errado... ao nosso trilho, continuando por falésias, dunas, por entre o verde da vegetação costeira, e por locais muito pitorescos. Passados cerca de 20 a 22 quilómetros do ponto de partida, chegamos a Vila Nova de Milfontes, prontos para um duche retemperante, antes de nos juntarmos todos para um jantar à boa moda alentejana.


Duração: 1 dia. 

Dificuldade: fácil, moderado. 

Deslocação: a pé. 

Percursos a pé: 22 km.

 
Dia 31 – 13 jul/2ª

//Costa Vicentina 2

Vila Nova de Milfontes  - Almograve

 

D31_D79.JPG

 

Começamos o dia com um bom pequeno-almoço, com muita energia para o dia que se avizinha. Como vai estar calor e o Rio Mira está convidativo, vamos apreciar esta bonita localidade da água, com um passeio de Stand Up Paddle pela baía. Darei uma curta aula de introdução... o suficiente para poderem remar com confiança e acompanharem este passeio panorâmico e refrescante, onde poderemos observar o voo dos andarinhões.

Voltaremos aos nossos trilhos, mas não sem antes atravessar de barco para o outro lado... sempre é alguma distância que se poupa sem ter de ir à volta. ;) Atravessando a Praia das Furnas, continuamos para Sul, sempre com a costa à nossa direita, mas agora com campos agrícolas a serpentear o nosso lado esquerdo. Umas zonas de arbustos mais altos protegem-nos do Sol por algum tempo e agora estamos bem em cima das falésias, com algumas praias de areia e rocha a marcar a nossa passagem. 

Chegaremos à Praia de Almograve, com cerca de 15 quilómetros nos pés. Boa altura para dar um mergulho, fazer uns alongamentos, descansar e preparar para um bom jantar.


Duração: 1 dia. 

Dificuldade: fácil, moderado. 

Deslocação: a pé. 

Percursos a pé: 15km.


Dia 32 – 14 jul/3ª

//Costa Vicentina 3

Almograve - Zambujeira do Mar

 

D32_D80.JPG

 

Após o pequeno-almoço, continuamos a nossa caminhada. Temos agora 22 quilómetros pela frente. As falésias escarpadas dão lugar a inúmeras enseadas de pequenas praias rochosas, onde nidificam inúmeras espécies de aves, incluindo o corvo-marinho ou o famoso falcão peregrino. Vamos certamente poder apreciar alguns destes animais em voo. Para os apreciadores, recomendo que tragam binóculos.

Vamos também poder apreciar a geologia local, com vestígios das alterações climáticas que aconteceram há vários milénios, como as glaciações e os retrocessos marítimos. Dunas um pouco diferentes e areias avermelhadas serão um bom tema de discussão.

Mais uma série de bonitas praias e chegaremos ao Cabo Sardão, onde poderemos apreciar uma vista imensa, desde Vila Nova de Milfontes, a Norte, até à Arrifana, a Sul, numa extensão de quase 50 quilómetros. Passaremos pelo bonito e pitoresco porto de pesca do Porto das Barcas, pouco antes da nossa chegada à Zambujeira do Mar.


Duração: 1 dia. 

Dificuldade: fácil, moderado. 

Deslocação: a pé. 

Percursos a pé: 22 km.


Dia 33 – 15 jul/4ª

//Costa Vicentina 4

Zambujeira do Mar - Odeceixe

 

D33_D81.JPG


Acordar bem cedo para um mergulho na praia da Zambujeira do Mar, com opção de piquenique na praia. Avançamos para Sul, em direção à espetacular Praia de Odeceixe, mas com calma... aqui não há pressas. Vão ser uns leves 12 quilómetros, passando por variadas praias... a lindíssima praia dos Alteirinhos, Carvalhal, Machados e tantas outras, sem esquecer o portinho de pesca da Azenha do Mar. 

Dizem os guias que para chegar à Praia de Odeceixe se tem de ir à volta por Odeceixe, fazendo cerca de 8 quilómetros, maioritariamente por estrada, num percurso que não tem nada de particularmente interessante. Mas isso é coisa de meninos. :) A malta quer é um bom desafio, que ajude a refrescar e a limpar o pó da viagem. Chegados à ponta Norte da Praia de Odeceixe, de onde vislumbramos a grande língua de areia a travar a entrada do mar, divergimos ligeiramente para o interior, e diretos à Ribeira de Seixe, onde faremos a travessia a pé, ou a nado (opcional), conforme as marés. Não se preocupem com as mochilas, temos quem as leve.

Mas calma, a travessia foi só para cortar caminho, o verdadeiro banho ainda está para vir. À nossa espera vai estar uma escola de surf, prontinha para pôr os mais corajosos a apanhar as suas primeiras ondas, uma atividade super divertida que recomendo a toda a gente, mesmo aqueles que têm medo da água.

Acabamos o dia em Odeceixe, onde iremos recuperar as forças com um grande jantar.


Duração: 1 dia. 

Dificuldade: fácil, moderado. 

Deslocação: a pé. 

Percursos a pé: 12 km.


Dia 34 – 16 jul/5ª

//Costa Vicentina 5

Odeceixe - Praia da Arrifana

 

D34_D82.JPG


Não poderíamos sair de Odeceixe sem visitar alguns pontos de interesse locais que por agora ficam em segredo para não estragar a surpresa. :)

Espera-nos uma etapa muito especial que troca o pedal pelos passos, e nos vai levar por 40 quilómetros de bicicleta, por um percurso fascinante, especialmente desenhado para esta viagem. Não vão faltar razões para parar e fotografar, até porque mais ou menos a meio passamos pela histórica Vila de Aljezur, onde iremos parar para descansar, visitar e fotografar, bem lá de cima, do topo do castelo.

Continuamos por trilhos, agora pelo meio das árvores, regressando à costa ansiosos por um almoço à beira-mar. Estamos na capital dos perceves, onde podemos observar os apanhadores desta iguaria a desafiar a rebentação e admirar a destreza com que enfrentam os elementos. 

Continuamos a pedalar para Sul, por um percurso que passa, entre outros locais, pelo Ribat da Arrifana, um convento islâmico que esteve ocupado por monges guerreiros do séc XII, e que 

era dedicado à oração e vigilância da costa.

Descemos até ao Portinho de Pesca da Arrifana, de onde podemos apreciar a costa em todo o seu esplendor, e finalizamos na Praia da Arrifana, onde vamos poder "descalçar" os pedais após sensivelmente 40 quilómetros feitos desde Odeceixe, o nosso ponto de partida.


Duração: 1 dia. 

Dificuldade: fácil, moderado. 

Deslocação: de bicicleta.

Percursos de bicicleta: 40 km


Dia 35 – 17 jul/6ª

//Costa Vicentina 6

Praia da Arrifana - Carrapateria

 

D35_D83.JPG


E ao sexto dia Ele descansou! Ok, não foi ao sexto, mas para esta viagem abrimos uma exceção. :) A manhã desta etapa é destinada a apreciar a Costa Vicentina de uma forma mais descontraída. Os trilhos afastam-se da costa, que agora se torna mais agreste e ondulada, dificultando a progressão a pé ou mesmo de bicicleta. Para descobrir esta zona costeira, teremos de ir de carro, conduzindo por trilhos pouco conhecidos que nos levam a algumas das praias mais remotas, intocadas e fascinantes da Costa Vicentina.

Deixamos o carro no início do "W" costeiro da Carrapateira e, após um bom almoço recheado, continuamos a pé por esta zona da costa... em tudo especial. O problema da descrição desta etapa é a tendência para o uso excessivo de adjetivos e superlativos, mas, a sermos justos, temos de ser realistas... vai ser uma tarde de 6 quilómetros absolutamente espetaculares, num recorte costeiro feito para ser fotografado. Vai ser difícil deixar a câmara na mochila.

Pelo caminho passamos pelo povoado islâmico da Ponta do Castelo, datado dos séculos XII, onde ainda se encontram visíveis um terraço para secagem de peixe e três fornos de cozer pão.

Concluímos o dia na Praia do Amado, onde teremos a oportunidade para dar um mergulhinho e para quem estiver nessa onda, fazer uma sessãozinha de bodysurf.


Duração: 1 dia. 

Dificuldade: fácil, moderado. 

Deslocação: a pé, carro. 

Percursos a pé: 6 km


Dia 36 – 18 jul/sáb

//Costa Vicentina 7

Carrapateira - Vila do Bispo

 

D36_D84.JPG

 

Deixamos a Carrapateira e partimos para Sul, caminhando por montes e vales, onde pequenas enseadas criadas pela erosão costeira nos revelam praias de areia xistosa, com interessantes formas esculpidas na rocha. Continuamos junto à costa, passando por algumas das falésias mais altas do sudoeste alentejano e por trilhos remotos que nos levam a fantasiar sobre os antigos conquistadores a desbravar caminho pelo desconhecido. Tudo aqui cheia a puro, intocado. Aqui é ondem vivem os pássaros... a cegonha branca, o rouxinol bravo, a gralha de nuca cinzenta e outros tantos. Apetece-nos gritar! E porque não... soltar as goelas e libertar tudo aquilo que nos vai na alma. Ninguém nos vai ouvir.

Divergimos para o interior e continuamos por mais uns quilómetros, em direção a Vila do Bispo.

Finalizamos aqui esta etapa, após sensivelmente 16 quilómetros de caminhada num registo muito Zen.


Duração: 1 dia. 

Dificuldade: fácil, moderado. 

Deslocação: a pé. 

Percursos a pé:

 
Dia 37 – 19 jul/dom

//Costa Vicentina 8

Vila do Bispo - Sagres

 

 

D37_D85.JPG


Chegamos assim à oitava e última etapa, a caminho do extremo sudoeste da Europa continental, o cabo de São Vicente, caminhando de seguida para a icónica Ponta de Sagres, já no extremo Sul. 

Acordamos bem cedo e saímos de Vila do Bispo de carro até à Praia da Ponta Ruiva para fazer umas fotografias, continuando por trilhos de terra até à Praia do Telheiro, património geológico e um local de grande importância para a investigação, que denomina este local como um geomonumento e cuja história vamos poder testemunhar mais de perto.

Daqui partiremos a pé. Restam-nos agora 10 quilómetros de etapa, por algumas das arribas e falésias mais marcantes da costa continental de Portugal. Estamos em plena Reserva Biogenética de Sagres, com espécies endémicas que só ocorrem neste local.

Estamos no melhor lugar da Europa para a observação de aves marinhas em migração, das quais o alcatraz, o moleiro, a cagarra, entre outros. Mas não é só no ar e nas escarpas que vamos encontrar vida animal. Daqui, bem de cima, e com alguma sorte, também se podem avistar golfinhos.

Visto de cima, dir-se-ia que estaremos a caminhar nas bordas de uma peça de puzzle gigante, com uma costa altamente recortada, sobre escarpas imensas e um mar de um azul profundo. É um final épico para esta viagem, que nos leva a passar ainda pela Praia do Beliche, pela Praia do Tonel e, naturalmente, pela Fortaleza de Sagres.

Chegamos mesmo a tempo de um almoço a preceito no coração de Sagres, prontos para fazer a viagem de regresso a casa, com a alma cheia de vida, novos amigos, um grande sorriso e uma bagagem de imagens e memórias para devorar e partilhar durante muitos e muitos anos.

 

Duração: 1 dia. 

Dificuldade: fácil, moderado. 

Deslocação: a pé. 

Percursos a pé:

 
Dia 38 – 20 jul/2ª

//Algarve interior, parando nas aldeias, fontes e cascatas
A Serra de Monchique é a mais alta da montanha do Algarve, com os seus 902 metros de altura. É daqui o ponto mais alto do Algarve, o Alto da Fóia, que se pode uma das vistas mais deslumbrantes desta região. Terra rainha com o mesmo nome, a que apelidam de Sintra do Algarve, esconde-se entre a vegetação, a vila de Monchique. Deve ser percorrida a pé, para encontrar todos os seus recantos pitorescos. Do miradouro do largo São Sebastião obtém-se uma vista global. Quem pára em Monchique, pára em Caldas de Monchique, um paraíso envolto em bosques e pequenos cursos de água.
O maior castelo do Algarve e o mais bonito monumento militar da época Islâmica, é o de Silves. Esta construção em tons ocre, iluminada a luz do Sol, impõe-se à cidade banhada pelo rio Arade. 
Das aldeias típicas do Algarve, Alte destaca-se porque para além das casas caiadas com chaminés carregadas de arabescos, tem a chamada a Fonte Pequena e Grande, que percorrerá a cidade com a sua água fresca. Vale a pena também passar pela Queda do Vigário, uma pequena, mas idílica cascata.
Aqui não saltamos de poça em poça, mas de cascata em cascata, onde faremos um trilho rodeado de água pela Fonte Benémola, perto de Loulé, que é muito agradável nestes dias quentes de verão. Deixamos para última cascata a mais bonita cascata do Algarve, o Pego do Inferno. A sua cor esmeralda torna uma local ideal para banhos e para fotografar.

 

Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil, moderado.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos a pé: 10 km entre trilhos, miradouros, passeios nas aldeias e vilas.

 
Dia 39 – 21 jul/3ª

//Algarve - Caminho dos Promontórios

 

D01_D39_D74_algarve.png


O dia começa com uma visita a uma pitoresca povoação de pescadores junto às margens do Rio Arade, a bonita aldeia de Ferragudo. Depois passaremos pelo Forte de São João do Arade, pela foz do Rio Arade e por algumas das suas praias. Seguiremos em direção ao mar, passando pelo molhe nascente do Rio Arade, pelo muito bem localizado Farol da Ponta do Altar e pelo início das praias marítimas do concelho de Lagoa. É nesta zona que começaremos a percorrer o Caminho dos Promontórios que proporcionará vistas lindíssimas e a descoberta de praias de beleza invulgar como a Praia dos Caneiros. Ao longo do trilho poderemos observar arribas calcárias em diferentes tons de cor devido à erosão marinha, formações rochosas variadas como o Leixão das Gaivotas e diferentes tipos de vegetação e de espécies. O percurso pedrestre terminará em Carvoiero, outrora uma vila de pescadores.


Duração: 1 dia.
Dificuldade: média
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos a pé: 8 km num sentido.

Dia 40 – 22 jul/4ª

//Algarve - Caminho dos Sete Vales Suspensos

 

D40_75_Algarve.png

 

O dia começa junto à Ermida de Nossa Senhora da Encarnação, uma zona de vistas soberbas, e início do Passadiço de Carvoeiro. Ao longo deste passadiço, situado no topo das arribas, teremos a oportunidade de espreitar para algumas grutas e de caminhar até ao Algar Seco (considerado como um dos monumentos naturais mais bonitos da região).
Continuaremos pelas arribas, passando por diferentes tipos de vegetação e por pequenas enseadas, até à Praia do Vale de Centeanes.
Espera-nos o Caminho dos Sete Vales Suspensos, um percurso pedestre distinguido como o Melhor Destino para Caminhadas da Europa pela European Best Destinations, que nos proporcionará vistas magníficas e a descoberta de praias paradisíacas. Neste percurso encontraremos recantos de natureza preservada com areais lindíssimos, atravessaremos vales suspensos, passaremos pelo bonito Farol de Alfanzina, por arribas calcárias de tons quentes, por formações rochosas esculpidas pela erosão como leixões, arcos, grutas (como a de Benagil) ou algares e cruzar-nos-emos por diferentes espécies de aves e de tipos de vegetação. O percurso pedestre terminará na Praia da Marinha, considerada como uma das cem melhores praias do mundo.
 
Duração: 1 dia.
Dificuldade: média
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos a pé: 10 km num sentido.

Dia 41 – 23 jul/5ª

//Algarve - Duas penínsulas e 5 ilhas
A Ria Formosa vai desde Loulé, na foz do rio Ancão até à praia da Manta Rota, em Vila Real de Santo António, numa extensão de 60km. Não será bem uma ria, mas mais um composto de duas penínsulas e cinco longas ilhas: Barreta, Culatra, Armona, Tavira e Cabanas.
Começamos pelo Ancão, está cercada por dunas e floresta de pinheiros que fazem parte do sistema da Ria Formosa, com o trilho de S. Lourenço, com cerca de 3 km (ida e volta), com postos para observação de aves. Daqui podemos caminhar até à Praia da Barrinha, no qual podemos ver a Ilha Deserta ou da Barreta no horizonte.
A ilha Deserta mesmo em plena época alta encontra imenso espaço livre, são 10 km. É um enorme prazer nadar na água excecionalmente limpa.
Na ilha da Culatra, ainda é possível ver o modo de vida tradicional, doutros tempos, observando pescadores e barcos tradicionais. O cais da povoação Farol, no extremo oeste vê o farol que dá nome a este canto, que proporciona belas vistas sobre a ilha e a praia. O outro cais, é conhecido simplesmente por Culatra, no centro da ilha, e fica ao pé da povoação Culatra. Vamos fazer a caminhada de Farol até Culatra, ao longo da praia, mas pelo passadiço de madeira, dá para ver uma grande variedade de vegetação e aves como o maçarico-real. Ocasionalmente pode avistar golfinhos na linha do horizonte.
Está na hora de passar para a ilha da Armora, com mais de oito quilómetros de praia, é dos destinos mais populares na Ria. Quando se chega ao cais, tem de se caminhar até ao oceano, onde fica a Praia da Armona Mar, que se estende pela linha do horizonte. É um lugar maravilhoso, de água limpa e de vento forte. A Praia da Fuseta está localizada no norte da Ilha Armona, a Ria Formosa estreita-se para perto da costa, de modo que a viagem de barco é rápida. O porto da Fuseta está repleto de barcos coloridos.
Terminamos o dia na Cacela-a-Velha, cujo território foi ocupado por numerosas civilizações, incluindo fenícios, romanos e árabes. Subimos até à fortaleza do século XVII para um belo panorama do litoral.
Para chegar à Praia da Fábrica (conhecida como Praia de Cacela Velha), depende de a maré estar baixa, podendo fazer a travessia a pé, pela Ria Formosa. Caso contrário, um barqueiro leva-nos até à ilha. A praia se espalha por quase 2 km de águas azuis claras. Em 2009 o jornal britânico The Guardian colocou-a na lista das 10 melhores praias europeias.


Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil, moderado.
Deslocação: de carro, barco e a pé.
Percursos a pé: 13 km entre caminhadas intervaladas.

 
Dia 42 – 24 jul/6ª

//Algarve visto do mar 
Este será um dia único para muitos, visto que será uma oportunidade para ver as paisagens do Algarve vista do mar.
Partimos do Ferragudo de barco (semi-rígido) e percorremos algumas das mais bonitas praias do Algarve, desde a Ponta da Piedade, percorrendo a D. ana, Meia Praia, Alvor, Três Irmãos, Vau, Praia da Rocha, Ferragudo, Carvoeiro, Algar Seco, Carvalho, Benegil e Marinha. Todas elas com características diferentes por entre as arribes ou em redor do algarve, eu mesmo os areais mais extensos que não deixam de ser super fotográficos. Grande parte do trajeto é feito por mar, mas teremos saídas em algumas praias para as visitarmos mais de perto. Será sem dúvida um dia inesquecível para quem gosta de mar no Verão.


Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de barco e a pé.
Percursos a pé: 1 km.

 
Dia 43- 25 jul/sáb

//De Mértola às Minas de S. Domingos

 

D43_mertola.png


Com um património arqueológico, histórico e natural únicos iniciamos o nosso percurso com um passeio urbano pelos pontos arqueológicos mais importantes de Mértola, uma autêntica vila-museu. Testemunharemos os vestígios dos antepassados árabes na vila portuguesa mais islâmica, como por exemplo a igreja-mesquita transformada no século XVI em igreja católica e a Alcaçova (antigo bairro islâmico). Com as suas ruas estreitas decoradas de casinhas rasteiras e laranjeiras acompanhadas continuadamente pelo rio Guadiana como pano de fundo, presenciamos um cenário fotográfico excecional misturando a paisagem natural envolvente com as gentes que a habitam.

A caminho das Minas de São Domingos, faremos um pequeno desvio para um picnic junto às Azenhas do Guadiana onde poderemos fotografar pequenas cascatas e um Moinho de Água de estilo mouro num cenário de beleza natural.
O percurso continua por entre planícies até a Mina de São Domingos, o ponto alto do fim-de-semana, evocador de uma paisagem lunar. Vestígios de uma das mais importantes explorações de minério da Península Ibérica é atualmente um cenário apocalíptico composto por terra de tonalidades vermelha e amarela, crateras, destroços, lagoas coloridas, edifícios sinistros e abandonados proporcionando uma experiência fotográfica imperdível desde o meio da tarde ao pôr-do-sol mergulhando nas mais diversas cores e sombras.


Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos a pé: 9 km.

Dia 44 – 26 jul/dom

//Do Guadiana a Noudar
Antiga linha férrea até ao porto de Pomarão onde chegavam os vagões carregados de pirite, vindos de São Domingos, para serem descarregados em grandes navios. Pomarão, pequena aldeia alentejana conta com uma vista panorâmica fantástica sobre o rio Guadiana assinalado como o último ponto navegável. De forma a captarmos uma perspetiva diferente, perseguimos viagem até Alcoutim numa antiga embarcação de pesca de nome “O Vendaval”. Ao longo do percurso, enriqueceremos as nossas fotografias com as muitas histórias do rio contadas pelo Comandante Fernando Vargas. De regresso por pequenos caminhos rurais entre aldeias, poderemos fotografar as típicas planícies alentejanas e alguma vida animal, aproveitando a melhor luz de final de tarde para experimentar a sensação do “teto do Mundo” a 276 m de altitude na estranhamente desconhecida Ermida da Sr.ª de Araceli que lhe permitirá registar o horizonte alentejano como em mais sítio algum.
Da antiga vila de Noudar, extinta em 1825, só resta o castelo do século XIV, que fica situado numa elevada escarpa, junto à confluência das ribeiras de Murtega e de Ardila, que é um dos mais belos do Alentejo. Os terrenos envolventes ao Parque da Natureza de Noudar, um inovador projeto de ecoturismo que se estende por mais de mil hectares de montado de azinho. Este parque abriga diversas espécies raras de flora e de fauna.
Esta zona é extremamente favorável a fotografar a via láctea à noite, visto estar no mapa do famoso Dark Sky.


Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro, barco e a pé.
Percursos: 10 km entre parque, herdade, aldeias e miradouros.

 
Dia 45 – 27 jul/2ª

//Alqueva


D45_alqueva.png

 

Começamos na linda vila de Monsaraz (não confundir com Reguengos de Monsaraz), que é um dos mais belos e preservados conjuntos medievais do país e passear pelas suas ruas é como voltar atrás no tempo. Toda envolvida por muralhas, parece um gigantesco navio de pedra, ancorado junto ao imenso lago do Alqueva, que visto do castelo, parece o mar, numa paisagem que tem tantos de única como de improvável.
À volta da vila há também imensos vestígios arqueológicos, como o Cromeleque do Xerez, com mais de 50 menires, sendo um dos mais importantes conjuntos megalíticos da região.
Daqui fazemos um circuito pelos 250 km2 de superfície do grande lago, que está rodeado por 16 aldeias, com o cenário do Alqueva sempre como fundo, destacando Estrela, localizada ao longo de uma estreita península, esta pequena aldeia parece suspensa sobre o grande lago do Alqueva. Já Juromenha com o seu castelo sobre o Guadiana, é uma das mais bonitas aldeias ribeirinhas. A nova Aldeia da Luz, fica no topo de um pequeno começou vista para o espelho de água do Alqueva e para os Castelos de Mourão e Monsaraz. E é exatamente Mourão com as suas muralhas da fortaleza que temos hoje uma das mais belas vistas da barragem do Alqueva.
Esta zona é extremamente favorável a fotografar a via láctea à noite, visto estar no mapa do famoso Dark Sky.


Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos: 7 km entre aldeias e miradouros.

Dia 46 – 28 jul/3ª

//N2_Montemor-o-novo > Sertã
Este programa será realizado de forma inversa ao descrito no texto.
De características únicas, N2 é um destino de eleição repleto de boas paisagens, boa gastronomia e experiências fotográficas. É o retrato mais fiel da identidade de Portugal.
Esta via permite descobrir, conhecer e sentir várias regiões do País – 11 distritos e 35 concelhos.
A mítica Estrada Nacional 2 (N2) foi inscrita no Plano Rodoviário Nacional a 11 de maio de 1945, ligando-a de Norte a Sul, de Chaves a Faro, numa extensão de 739,260 km. É uma das únicas três estradas no mundo e a única na europa com a sua tipologia, sendo que a “Route 66” está localizada nos Estados Unidos da América e a “Ruta 40” na Argentina.
Esta via permite descobrir, conhecer e sentir várias regiões do País – 11 distritos e 35 concelhos.
Percorra a Estrada Nacional 2 e descubra a alma do nosso povo.
Saímos de Sertã em direção a Vila de Rei, ao miradouro do Penedo Furado, onde além de termos uma panorâmica fantástica, também vamos fazer os passadiços que nos levam à cascata com o mesmo nome e à lagoa que é um spot fotográfico ainda preservado.
A caminho de Abrantes fazemos um desvio que vale muito a pena que é fotografar o Castelo de Almourol, no meio do rio, num pequeno ilhéu, onde se ergueu este monumento nacional. É um autêntico postal.
Voltamos à N2 e seguimos para Ponte Sor e a lindíssima albufeira de Montargil acompanha-nos alguns kms. Aqui já estaremos com paisagens a perder de vista, com todas as características que tem o Alentejo. Andamos até uma das paragens mais interessantes junto a Mora, o Parque Ecológico do Gameiro, onde o percurso poderá observar salgueiros e choupos, característicos da flora ribeirinha, bem como anfíbios e alguns peixes de pequenas dimensões que por vezes se encontram nas margens da Ribeira do Raia. Poderá observar algumas espécies de aves características da avifauna desta região. Do posto de observação, terá uma visão mais ampla de todas as componentes do Parque Ecológico do Gameiro. Terminada a zona do passadiço de madeira, segue-se a zona de trilho, embelezada pela típica paisagem alentejana. Aqui predominam os sobreiros e alguns pinheiros. É de realçar a presença de alguns mamíferos que se passeiam na zona em busca de alimentos. Os cantos do chapim-real e do gaio poderão ser ouvidos que fazem o Parque Ecológico do Gameiro um local de paragem obrigatória. Terminamos o dia em Montemor-o-Novo, a subir ao Castelo.


Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos a pé: 10 km, entre miradouros, aldeias, vilas e cidades.

 
Dia 47 – 29 jul/4ª

//Marvão, Castelo de Vide e Serra de S. Mamede

 

D9_D47_D68_Marvão.png


O melhor modo de conhecer a vila é a deambular pelas suas ruas e deixar-se surpreender pela bem preservada arquitetura, com destaque para as igrejas medievais de Santiago e de Santa Maria, a Câmara Velha manuelina e tribunal setecentista. Do alto dos seus 800 metros, esta vila-fortaleza é o lugar onde “as aves se deixam ver pelas costas”. Deve o seu nome a um cavaleiro do Islão, Ibn Maruán, do século IX.
O Parque Natural de São Mamede, na região fronteiriça do nordeste alentejano, é uma mistura de paisagens de influências atlânticas e mediterrânicas, entre as Beiras e o Alentejo. Nesta por incrível que possa parecer, interessam-nos as cascatas, como a do Pego do Inferno, talvez das mais bonitas e de fácil acesso. Outra das cascatas da Serra de São Mamede mais importante e das mais belas, é a cascata do Monte Sete, mas de mais difícil de acesso, sobretudo no regresso, porque sobe, mas vale bem a pena pela beleza da paisagem que a envolve.
Antes de iremos para Castelo de Vide, vamos passar pela Ermida da Senhora de Penha e dos seus 704 metros de altura, apreciar como o Castelo e a Igreja Matriz se elevam nas ruas caiadas de branco. Autêntico museu vivo, Castelo de Vide concentra nas ruas séculos de história. É obrigatório passar pelo burgo medieval e pela judiaria, uma das mais bem preservadas do país.


Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil, moderado.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos a pé: 10 km entre trilhos e passeios nas aldeias e vilas.

Dia 48 – 30 jul/5ª

//Lousã – de Castelo de Arunce a Cerdeira

 

D20_D48_ lousa.png


A sala de visitas da vila da Lousã é a sua serra. O centro histórico convida já por si, mas o apelo da montanha faz-se sentir, seja pela sua imponência como pela sua policromia de verdes que a natureza nos proporciona. Sigamos então na sua direção. Terra de uma história milenar, cujos vestígios romanos e pré-históricos atestam. Começamos o nosso percurso pelo castelo de Arunce, recentemente remodelado e aberto ao público, juntamente com o seu centro interpretativo. Subir às suas muralhas é fazer uma viagem no tempo até à Idade Média, fechar os olhos e imaginar por nós próprios o enredo da lenda do rei Arunce e da Princesa Peralta, que supostamente deram vida a esta fortificação em xisto que domina a paisagem deste vale cercado de uma natureza luxuriante. Daqui dá para espreitar as aldeias do xisto do Casal Novo e Talasnal, como que um prenúncio de pontos por onde mais tarde passaremos. Depois do castelo, daremos um passeio pelas piscinas naturais e de uma subida à ermida da Nossa Senhora da Piedade, de onde se avista o castelo mesmo à nossa frente, e aí fazemo-nos à estrada. Percorremos a principal estrada da serra, com uma vista soberba do nosso lado direito, onde o tom verde suave dos castanheiros já sobressai no meio da vegetação autóctone. Chegaremos à primeira aldeia do Xisto, a Cerdeira, uma das melhore preservadas. A sua localização, em descida suave na encosta que desce do alto do Trevim, o vértice desta serra, dá-lhe uma fotogenia muito própria, a que se juntam as mais valias da atividade de artesanato e das artes que por aqui se vive, onde até se produzem ervas aromáticas e medicinais.
De volta à estrada, já com o estômago a olhar para os ponteiros do relógio, chegaremos à aldeia do xisto do Candal, um espaço com vida e com um paladar próprio que nos irá surpreender pelas melhores razões. Aqui, no “Sabores da Aldeia”, come-se o que de melhor esta cultura serrana tem para dar. Com a barriga cheia, nada como fazer uma pequena caminhada pelas encostas da serra, até chegarmos a uma das mais belas cascatas desta serra. Pelo caminho, somos presenteados com a fauna e flora que dão vida a um espaço que ainda preza pela sua autenticidade.
Será incontornável a visita à aldeia mais badalada, o Talasnal. Não será de espantar a sua fama, basta ali chegarmos e encantarmo-nos com a sua beleza e a magia da sua localização. Falamos de aldeias onde há menos de um século atrás a vida de quem ganhava o seu pão da agricultura e da pastorícia era muito dura. Casas de xisto, a pedra que abunda por aqui, feitas com dois andares, com cozinha e quarto por cima e o curral dos animais por baixo, de cujo bafo tanto necessitavam nos frios dias de inverno para aquecerem uma casa que também não dispensava uma lareira. Na década de 60, no auge da emigração, estes pequenos aglomerados habitacionais que davam vida aos montes em redor foram perdendo moradores até quase à sua completa desertificação. Neste novo século, começaram a fazer-se reconhecer pelo seu valor. Não só os lousanenses voltaram a olhar para elas como também a curiosidade se fez sentir pelas gentes do resto do país. Percorrer as suas ruelas estreitas, admirar a sua arquitetura, absorver todo o bucolismo em volta será algumas das boas experiências que por aqui se conseguirão viver. A experiência fotográfica está a chegar ao fim, mas acabamos em beleza, com a visita ao Casal Novo e uma descida até à sua eira, um antigo espaço comunitário que será o nosso belo ponto de confraternização enquanto dos deliciamos a fotografar o pôr-do-sol. Sairemos daqui com boas memórias e os cartões bem guarnecidos de imagens que nos darão vida aos bons momentos que aqui passámos.


Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos a pé: 5km aprox.

Dia 49 – 31 jul/6ª

//Lousã – da Aldeia do Coentral ao Baloiço do Trevim

 

D21_D49.jpg

 

A serra da Lousã é muito mais que as suas aldeias do xisto. O centro histórico convida já por si, mas o apelo da montanha faz-se sentir, seja pela sua imponência como pela sua policromia de verdes que a natureza nos proporciona. Sigamos então na sua direção pela Estrada Nacional, com uma vista soberba do nosso lado direito, onde o tom verde suave dos castanheiros já sobressai no meio da vegetação autóctone. Depois de chegarmos ao planalto da serra, é momento de iniciar a descida para a aldeia do Coentral, sem antes pararmos para avistarmos tudo o que os nossos olhares conseguirem, pois, horizonte é coisa que não faltará. Iremos percorrer os novos passadiços da Ribeira das Quelhas, com uma vista única, e tão próxima da ribeira que lhe dá o nome, a par das suas cascatas que dão um toque único de beleza a toda a paisagem circundante. No regresso, será hora de comer na Castanheira de Pêra, para assim ganharmos novo embalo para regressar à montanha. Sempre acompanhados de boas vistas, chegaremos ao Santo António da Neve, local de romaria e que teve a sua importância histórica por partirem dos seus Poços de Neve esta preciosidade que seguia para Lisboa para fornecer os seus hospitais, a casa real e o café Martinho da Arcada, antes denominado “Casa do Gêlo”. Aqui faremos um pequeno percurso pedestre, para enchermos os pulmões mais puro ar da serra enquanto desfrutamos da paisagem soberba que teremos. Daqui, faremos uma passagem pela aldeia do Xisto da Aigra a Velha, no meio do bucolismo que esta serra tem para nos oferecer. Será imprescindível a paragem no alto do Trevim, nos seus 1204 metros de altitude, de onde se vê o mar da Figueira da Foz e, do lado inverso, o maciço da Serra da Estrela. O pôr do sol será inesquecível junto ao famoso baloiço do Trevim, onde farão “aquela” tal fotografia que gostarão de imprimir para colocar na parede de casa.


Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos a pé:5 km aprox.

 
Dia 50 – 1 ago/sáb

//Serra da Estrela 1 - Penhas da Saúde ao Vale glaciário de Loriga

 

D22_D50_Serra estrela.png


Falar da Serra da Estrela é contemplar a sua majestosidade que se ergue até aos 2000 metros de altura. Nem necessita de apresentações. Mas enganem-se aqueles que a vêm como que reduzida apenas à Torre, o seu ponto mais alto. Há muita fauna e flora pelos seus montes, cascatas de cortar a respiração, horizontes que nos ficarão na memória por muitos anos. São muitos os pontos que nos fazem gastar os cartões das nossas câmaras digitais, ou os rolos das analógicas. Sim, telemóveis também incluídos, pois o que vale mesmo é enchermos de satisfação o nosso olhar. Razões não faltarão para aplaudirmos a Natureza. Iniciamos a subida a partir da Covilhã e paramos nas Penhas da Saúde para apreciar a arquitetura de montanha e as suas vistas. Continuaremos caminho e somos logo brindados, à nossa esquerda, pela Lagoa do Viriato. Poucos quilómetros mais à frente, cortamos na direção de Manteigas, onde passaremos pela Nave de Santo António. Surge perante nós a monumentalidade do vale glaciário do Zêzere, com a sua famosa forma em U. Paramos num dos mais belos pontos da serra, o Covão da Ametade, um espaço que é um dos pequenos paraísos do nosso país. Aqui, sob este manto verde e absorvendo a tranquilidade destas águas, encontramos a nascente do rio Zêzere. Mais tarde, passaremos pelo Covão do Boi e subiremos ao Cântaro Raso. A paisagem é monumental e de perder de vista. Ainda passaremos junto à monumentalidade do Cântaro Magro e da sua Rua dos Mercadores e chegaremos finalmente à Torre. Ao fim da tarde, quando o pôr-do-sol começar a dar uma tonalidade forte ao céu, preparar-nos-emos para apontar as câmaras aquela bola de fogo que desaparecerá no horizonte.


Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos a pé: 5km aprox.

dia 51 – 2 ago/dom

//Serra da Estrela 2 - de Manteigas à Lagoa Comprida

 

D23_D51_Serra da Estrela.png

 

Começamos o dia a explorar alguns recantos de Manteigas, e pouco depois estaremos novamente a subir a serra rumo ao belo bosque das Faias de São Lourenço e refrescar pelo menos os pés no Covão da Ponte. Continuamos viagem para as Penhas Douradas, onde espreitaremos todo o vale e paisagem envolvente depois de passarmos e fotografarmos a Casa da Fraga e chegarmos ao miradouro do Fragão do Corvo. Da floresta, passamos para o elemento água, no Vale do Rossim. Continuamos pela nascente do Mondego, o chamado “Mondeguinho” e faremos um percurso panorâmico até chegar à aldeia do Sabugueiro. Subimos até à lagoa comprida, e se houver vontade, pernas e tempo, poderemos fazer uma caminhada até ao famoso Covão dos Conchos. No regresso, o pôr-do-sol estará à nossa espera no cimo desta majestosa serra.

 

Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos a pé:5 km aprox.

Dia 52 – 3 ago/2ª

//Serra da Estrela 3 - de Valhelhas a Linhares da Beira

 

D24_D52_Beira.png

 

Começamos o dia a partir da Covilhã, rumo às águas de Verdelhos e depois Valhelhas para nos refrescarmos e encher também os cantis. Percorremos alguns recantos menos batidos desta serra e passaremos pela aldeia d Videmonte. Aqui, somos nós e a natureza, e a vida do dia-a-dia de quem habita nestas terras que são tão frias no Inverno. A agricultura e a pastorícia predominam por aqui. Daqui, seguiremos por Prados, outra aldeia perdida na serra e chegaremos a Linhares da Beira, uma das mais belas aldeias históricas do nosso país. Com muito para visitar, valerá a pena nos perdermos nas suas ruelas medievais, subirmos ao castelo e escolhermos um bom ponto para a nossa foto de pôr-do-sol.


Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos a pé: ?

 
Dia 53 – 4 ago/3ª

//Serra da Estrela 4 - de Linhares da Beira à Ponte das 3 entradas

 

D25_D53_Beira.png

 

Saímos de Linhares da Beira em direção a outra bela aldeia perdida nas encostas da Serra da Estrela, o Folgosinho. Aí, aproveitaremos para fazer uma caminhada. Seguimos depois por Melo, a aldeia que é a terra natal do escrito Virgílio Ferreira, que tem um património histórico que vale uma espreitadela. Continuamos a nossa experiência fotográfica para Gouveia, o centro urbano por excelência desta zona. Seguimos por Seia, antiga cidade tão ligada aos Lanifícios, mas também uma das zonas que produz do melhor queijo da serra que se pode comer. Possibilidade de visitar um produtor de queijo. Para os mais corajosos, fica o desafio de conseguir entrar nas águas das praias fluviais da Lapa dos Dinheiros ou de Loriga, onde as temperaturas, no Verão, rondam os 12 graus centígrados. Seguimos depois por outra pérola que a natureza nos deu, o Poço da Broca. Prosseguimos depois a nossa viagem por Vide e vamos surpreender-nos com uma das mais belas pontes do nosso país, mas que não se encontra nos roteiros turísticos, em Alvoco das Várzeas. Daí, será um salto até à Ponte das Três Entradas.


Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos a pé: ?

 
Dia 54 – 5 ago/4ª

//de Belmonte a Monsanto

 

D54_Monsanto.png

 

A rota das aldeias Históricas é um dos tesouros mais bem guardados do interior do nosso país. São prova viva dos nossos antepassados que por aqui viveram e que deixaram um património que é a marca de mais de uma época. A juntar a esse legado, temos a natureza, o bucolismo, a tranquilidade destas terras povoadas por gente tão boa, tão hospitaleira, tão autêntica. Iniciamos o nosso percurso em Belmonte, terra que já vem dos áureos tempos romanos. Foi uma terra de tolerância para os judeus que aqui se refugiaram, bem longe do poder central e de uma Inquisição que os perseguia, pelo que o seu passado está aqui muito bem vincado. Terra Natal de Pedro Álvares Cabral, não deixa de ser o ponto xero do cordão umbilical que liga o nosso país ao Brasil. E nada disso é deixado ao acaso nos dias que correm. Além do Castelo medieval, há aqui todo um legado judaico que valerá a pena ver. Será igualmente obrigatória uma visita ao Centum Cellas, o enigmático edifício do período romano que ainda não se conseguiu descortinar qual seria a sua verdadeira função. Aceitam-se sugestões. Seguimos para um dos spots preferidos de quem gosta de fotografar edifícios abandonados, o Águas Radium, um dos pontos obrigatórios de peregrinação no nosso país. Este antigo Sanatório, de que hoje resta a sua carcaça, é seguramente uma atração fotográfica mesmo para aqueles que nunca enveredaram por estes caminhos. Segue-se Penamacor, a “capital do madeiro”, mas detentor de um castelo medieval que vale a pena ser fotografado, tal como todo o centro histórico. Depois deste manjar de imagens, alcançamos a cereja em cima do bolo, Monsanto, aquela que ostentava o galardão da “aldeia mais portuguesa de Portugal”, com um centro histórico de uma beleza ímpar, coroada de um castelo medieval e de ruínas que será o nosso deleite para fotografar o pôr-do-sol.


Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos a pé: ?

Dia 55 – 6 ago/5ª

//Serra da Freita

 

D55.jpg

 

É uma das Montanhas Mágicas, uma das 3 do maciço da Gralheira, juntamente com a Serra da Arada e a Serra do Arestal. Vulgarmente conhecida como a "Serra Encantada", razões não faltam para eleger a Serra da Freita como uma das mais belas de Portugal. Do alto dos seus quase 1100 metros de altura, do miradouro do Detrelo da Malhada, avista-se um pedaço enorme de Portugal, desde o Oceano Atlântico até à Serra do Marão e mais além.  Terras de história e gastronomia, Arouca, São Pedro do Sul e Vale de Cambra são os principais pontos de entrada neste grande refúgio que convida à descoberta e à fruição.

O programa deste primeiro dia de montanha vai ser um misto de aventura e descoberta natural, passando por algum do património geológico mais relevante da região. Não vão faltar as grandes vistas, sejam aquelas que nos revelam tesouros escondidos de locais menos conhecidos, sejam aquelas que se vislumbram ao longe de imponentes miradouros. Não vão faltar cascatas, de todas as formas, tamanhos e feitios, e se o calor apertar, não vão faltar pequenas lagoas para um mergulho refrescante. Caminharemos por um bonito trilho de montanha, de dificuldade fácil a moderada, e visitaremos uma ou outra aldeia abandonada. Vamos com o tempo e com a vontade, a montanha será o nosso aconchego.


Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos a pé: 10 km, entre miradouros, aldeias, vilas e cidades.

 
Dia 56 – 7 ago/6ª

//Serra da Arada

 

D56.jpg

 

Mesmo ao lado da Serra da Freita, esta é uma das grandes Montanhas Mágicas e o mais certo é que quem passeie por estes lados ande a "saltar" de uma para outra sem saber. Na realidade, é indiferente saber qual é qual, as suas realidades são em tudo semelhantes e a sua beleza e envolvência são dignas de qualquer visita, seja qual for a distância que se tenha que percorrer para lá chegar. Na Serra da Arada estão alguns dos locais mais emblemáticos da região, especialmente para quem gosta de caminhadas, de aldeias adormecidas e de grandes maciços rochosos. Tal como a sua vizinha Freita, a Arada tem uma vasta rede de cascatas e lagoas e um sem número de locais de invulgar beleza. Escolher entre as duas é um tiro no escuro. Dito isto, o melhor é mesmo visitar as duas, porque quem visitar a primeira vai certamente querer visitar a segunda, e quem tiver visitado a segunda vai ficar triste por não ter visitado também a primeira. ;) 

Certo é, não vão faltar caminhadas, lagoas, cascatas, aldeias fantasma, miradouros e trilhos ancestrais.

 

 

Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos a pé: 10 km, entre miradouros, aldeias, vilas e cidades.

 
Dia 57 – 8 ago/sáb
//Douro Vinhateiro de Miguel Torga

 

D16_D57_D90_Douro Vinhateiro.png

 

Não há texto mais belo para descrever o Douro Vinhateiro que o de Miguel Torga: “O Doiro sublimado. O prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir. Não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso de natureza. Socalcos que são passados de homens titânicos a subir as encostas, volumes, cores e modulações que nenhum escultor pintou ou músico podem traduzir, horizontes dilatados para além dos limiares plausíveis de visão. Um universo virginal, como se tivesse acabado de nascer, e já eterno pela harmonia, pela serenidade, pelo silêncio que nem o rio se atreve a quebrar, ora a sumir-se furtivo por detrás dos montes, ora pasmado lá no fundo a refletir o seu próprio assombro. Um poema geológico. A beleza absoluta”.
Vamos partir a pé por um dos mais bonitos trajetos do Douro Vinhateiro, de uma paisagem de xisto maciço, que moldaram os muros e os socalcos para erguer as videiras. A paisagem a perder de vista é tão única que por todo o lado se avistam quintas e solares típicos, que traduzem a importância que o Douro assumiu na história. O percurso no qual percorremos pelas famosas vinhas, é classificado pela UNESCO como Património Mundial, desde 2001, é banhado pelo Rio Douro, na região que produz vinhos há centenas de anos.
Não deixamos de ir ao mais famoso miradouro fazer o pôr do sol, considerado por Miguel Torga como “um excesso da natureza.”

Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil a médio.
Deslocação: a pé.
Percursos: 10 km, mais miradouro.

Dia 58 – 9 ago/dom

//Douro Vinhateiro, da última quinta do Douro ao Pinhão

 

D17_D58_Douro Vinhateiro.png

 

Uma das mais bonitas estradas do mundo está em Portugal, a nacional N222, que liga Vila Nova de Foz Côa até Vila Nova de Gaia, no total de 226 km. Não vamos fazer toda, mas parte desta cénica estrada, tendo o rio Douro como cenário. Logo no início temos vários miradouros e paisagens que acompanham a estrada N222 mas com pequenos desvios podemos passar pelo Castelo de Numão, do ano de 960 e com uma visual dominante com seu perfil muralhado.
Sair da estrada leva-nos a última quinta do Douro, mas talvez a mais bela, a Quinta do Vesúvio, um museu vivo, da família Symington, produtores do Vinho do Porto das marcas Graham´s, Cockburn’s. Daqui partimos para São João da Pesqueira, para podermos ver um dos miradouros mais representativos do Douro, e mais brutais, o miradouro de São Salvador do Mundo. Antes de nos dirigirmos para o Pinhão, passamos pela aldeia sede São Xisto, com as suas ruas vestidas de casas de xisto, como se voltássemos atrás no tempo.
Não podíamos fazer um trilho a pé, de 5 km, sempre a descer, por caminhos rurais e propriedades vinícolas, mas serve para tomarmos contato mais próximo com toda a paisagem.
De volta à estrada, a parte entre o Pinhão e o Peso da Régua é um dos troços mais bonitos e famosos, com apenas 27 km, mas foi considerada uma das road trips mais bonitas do mundo. Daqui partirmos para um dos mais famosos miradouros onde se pode ver Pinhão e o Vale do Douro e fazer o pôr do sol.


Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos: 5 km, mais miradouros, aldeias e quintas...

Dia 59 – 10 ago/2ª

//Calçada de Alpajares

 

D59.jpg

 

Informação em breve
 
Dia 60 – 11 ago/3ª
//Douro Internacional > Na Rota dos Miradouros

 

D14_D60_D92_Douro Internacional.png


O Parque Natural do Douro Internacional tem mais de 10 miradouros, todos eles a acompanhar o contemplar o rio Douro. Podemos começar por qualquer das pontas, mas vamos começar por Miranda do Douro e fazer cerca de metade dos mais belos miradouros. Outrora era um rio de águas violentas, o Douro, devido às barragens, fez-se um vasto e tranquilo espelho de água aprisionado entre muralhas, sendo notório o contraste entre a estreita garganta por onde corre e o ondulado das paisagens que o rodeiam. Aqui, o vale do Douro é bastante encaixado, com margens escarpadas essencialmente graníticas, as "arribas". A paisagem natural é enriquecida por elementos resultantes das atividades humanas, como é o caso dos campos cultivados, delimitados por sebes de freixos e carvalhos, das culturas em socalcos, em algumas zonas das arribas, e também das construções tradicionais, como os pombais. Não deixaremos de ver zimbrais nos vales apertados e nos esporões rochosos do Douro e seus afluentes e ainda grandes extensões de giesta e esteva. Este dia percorremos entre Miranda do Douro e miradouro de São João das Arribas, passando pelo da Freixiosa, Fraga do Puio, Picote, Sendim e Bemposta.

Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos: vários, mas curtos.

Dia 61 – 12 ago/4ª
Douro Internacional > Na Rota dos Miradouros e das grandes aves

 

D15_D61_Douro Internacional .png


A paisagem do Parque Natural do Douro Internacional é de geologia própria, sublinhando-se o vale em canhão do rio Douro, encaixado em fraturas ao longo dos granitos que dão origem à grande planura do planalto Mirandês, os relevos abruptos das cristas quartzíticas como o Penedo Durão, a topografia ondulada de montes e vales abertos dos terrenos de xisto da zona de Freixo de Espada à Cinta.  As paisagens seminaturais, assim resultantes, demonstram bem a harmonia que pode ser conseguida entre a ocupação humana e a preservação da biodiversidade. A região abrangida pelo Parque Natural apresenta uma grande riqueza cultural, começando desde logo pelo mirandês, falado em algumas aldeias dos concelhos de Miranda do Douro e Vimioso. Ao nível do património arquitetónico do Parque Natural do Douro Internacional encontram-se em todo o território exemplos de arquitetura religiosa (igrejas e capelas), arquitetura tradicional de feição erudita (casas solarengas) ou popular (edifícios isolados ou conjuntos arquitetónicos), para além de outros elementos diversos como cruzeiros, alminhas, pontes, etc... Começamos o dia pelo miradouro de Picões, passando Cruzinha, Carrascalinho e Colado, sendo um dos mais famosos miradouros, o do Penedo Durão. Aqui podemos ver a vasta fauna como o Grifo, o Abutre do Egipto e a Cegonha Negra.  

Duração: 1 dia
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro e a pé.

 
Dia 62 – 13 ago/5ª
//Montesinho

Montesinho está indicada como “aldeia preservada “e sem dúvida que se confirma. Fica mesmo junto à Fronteira com Espanha, tal como acontece com mais aldeias integradas no Parque Natural de Montesinho. A visita justifica-se para além das aldeias e da arquitetura relacionada com a vida comunitária, como a forja onde eram trabalhados os utensílios de metal usados na aldeia ou fornos e fráguas do povo, moinhos, pombais e lagares comunitários. A visita é sobretudo pelas paisagens fantásticas que envolvem o Parque e a barragem da serra Serrada. São quase 8 kms a pé até à barragem, nesta Terra Fria Transmontana, caracterizada pela sobriedade da paisagem, por relevos suaves com cabeços arredondados separados por vales de rios encaixados, entre carvalhais e castinçais, extensa cobertura de matos de giestas, urzes e estevas, prados naturais, os lameiros, e culturas de sequeiro. Mais de 120 espécies de aves nidificantes, mas o destaque é para uma das mais importantes populações de lobo-ibérico.

Duração: 1 dia.
Dificuldade: médio.
Deslocação: a pé.
Percursos: 16 km.

 
Dia 63 – 14 ago/6ª
//Sistelo

Conhecida como o pequeno Tibete, a pequena aldeia De Sistelo faz o encanto de todos os caminhantes. Mas a nós interessa-nos os passadiços do Sistelo com cerca de 2 km, mas vamos acrescentar parte da Ecovia do Vez que podemos prolongar mais uns 9 km. A vantagem deste trilho é que percorre as margens do rio Vez onde podemos andar por cascatas, bosques, ermidas, pontes medievais e capelas.

Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil, moderado.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos a pé: 11 km.

 
Dia 64 – 15 ago/sáb
//Gerês > Fenda da Calcedónia e Cascata Cela de Cavalos

 

D11_D64_Geres.png

 

Tendo sido a 1ª área protegia de Portugal, em 1971, o Parque Nacional da Peneda Gerês esconde muitas maravilhas e mistérios.
São algumas destas maravilhas naturais que te vamos dar e levar a conhecer.
Vamos caminhar por um trilho curto até chegar ao penedo da Calcedónia. Penedo este, conhecido pela sua fenda, que o atravessa de um lado ao outro com socalcos internos, que nos obrigarão a subir e trepar durante todo o percurso, até chegar ao topo desta formação rochosa que nos irá presentear com paisagens deslumbrantes sobre a serra.
Cascata Cela de Cavalos
Para descobrirmos os tesouros escondidos do Gerês, precisamos de caminhar.
O percurso para esta cascata leva-nos por locais verdejantes e um vale a par do rio Cávado, com as suas águas cristalinas e geladas. Podemos assegurar que os cenários são absolutamente magníficos e surpreendentes.
Escondida entre os povoados de Cela e Lapela, em pleno Concelho de Montalegre, este spot é composto por uma cascata principal com duas lagoas no principal acesso a jusante e uma outra a montante.

Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil / média
Deslocação: a pé.
Percursos a pé: 7 km.


Dia 65 – 16 ago/dom
//Gerês > Sete Lagoas

O Parque Nacional da Peneda Gerês esconde muitas maravilhas naturais e as 7 Lagoas é mais um desses exemplos. Se gosta de caminhadas e quer conhecer os recantos mais incríveis desta zona, então este trilho é o ideal para si.
Teremos de caminhar 12km (ida e volta) para lá chegar. As sombras são escassas e temos de contar com algumas subidas e descidas.
O local é dotado de uma incrível paisagem envolvente que contrasta com a água pura, límpida e cristalina. É um local de perfeita comunhão com a natureza e existindo ainda uma diversidade de lagoas para todos os gostos.
Ao percorrermos este vale, vamos ver como todas as lagoas se encaixam. Umas mais largas, outras mais profundas, umas mais curtas e outras mais compridas, sempre com a possibilidade de nos aventurarmos a entrar na água, quer seja para sentir a adrenalina de escorregar no pequeno escorrega natural ou então para os mais aventureiros, dar um salto de 10 metros e mergulhar no seu leito refrescante.

Duração: 1 dia.
Dificuldade: média
Deslocação: a pé.
Percursos a pé: 12 km.

 
Dia 66 – 17 ago/2ª
//N2 Chaves > Viseu

Chaves-Viseu (161 km)
De características únicas, N2 é um destino de eleição repleto de boas paisagens, boa gastronomia e experiências fotográficas. É o retrato mais fiel da identidade de Portugal.
Esta via permite descobrir, conhecer e sentir várias regiões do País – 11 distritos e 35 concelhos.
A mítica Estrada Nacional 2 (N2) foi inscrita no Plano Rodoviário Nacional a 11 de maio de 1945, ligando-a de Norte a Sul, de Chaves a Faro, numa extensão de 739,260 km. É uma das únicas três estradas no mundo e a única na europa com a sua tipologia, sendo que a “Route 66” está localizada nos Estados Unidos da América e a “Ruta 40” na Argentina.
Esta via permite descobrir, conhecer e sentir várias regiões do País – 11 distritos e 35 concelhos.
Percorra a Estrada Nacional 2 e descubra a alma do nosso povo.
Hoje vamos de Chaves, no seu bonito centro histórico com castelos, fortes e igrejas, mas também a chamada ponte de Trajano, do século II, com os seus 100 metros visíveis, fora o que está subterrado, até às termas municipais ou atravessar o Rio Tâmega literalmente pelas pedras.
Seguimos para dois lugares importantes na rota das águas que é Vidago e Pedras Salgadas. Na localidade de Vidago visitamos o Balneário Pedagógico e de Investigação das Práticas Termais de Vidago e aproveitamos a beleza natural da zona envolvente e conhecemos o emblemático Vidago Palace Hotel onde poderás beber água termal com propriedades únicas. Continuamos a seguir a rota das águas no Parque Pedras Salgadas, com mais de 20 hectares de área, Pedras Salgadas esteve de facto no trajeto de férias da realeza. Hoje esta deliciosa vila termal, famosa pelo seu poder das águas e a beleza natural do parque contribuem para atrair esta visita.
Continua mais viagem por uma das paisagens mais importantes de Portugal, as Figas do Ermelo, são cataratas e um dos sítios invulgares do Alvão. O rio Olo precipita-se barulhentamente nas rochas e apetece ficar a vê-lo e ouvi-lo enquanto à saúde do Parque Natural do Alvão. A aldeia de Ermelo é uma das mais características e antigas aldeias de Portugal, onde pode subir os três degraus do púlpito junto à igreja, para ter a vista mais bonita.
Daqui vamos em ver alguns miradouros mais importantes que passam também pelas paisagens do Douro
Continuando pela N2 vamos em direção a Lamego, para subir a escadaria do Santuário de Nossa senhora dos Remédios e a Sé Catedral pelos seus interiores abobadados e frescos coloridos do século XII. Aqui também estão as Caves da Raposeira, talvez possamos à noite brindar a esta viagem. Percorremos a nacional junto ao rio Balsemão para continuar até São Pedro do Sul sem antes passar por a Levada da Paradela, uma obra notável junto do rio Varoso, de 3 km de distância. Ao lado da levada, um caminho pedestre proporciona um passeio que em tudo lembra as famosas levadas da ilha da Madeira. Com início onde se edificou, no século XII, o Mosteiro de São Cristóvão de Lafões, da ordem de Cister. Nas suas encostas, um magnífico bosque desenvolve-se com espécies como o sobreiro, o medronheiro, o loureiro, entre muitas outras espécies de flora. Na sua folhagem, as raras borboletas apatura-pequena e almirante-branco podem ser contempladas com as suas cores soberbas.
Terminamos o dia em Viseu, cidade com a belíssima Sé, que alberga o Museu Grão Vasco.

Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos a pé: 10 km, entre miradouros, aldeias, vilas e cidades.

 
Dia 67 – 18 ago/3ª
//N2 Viseu > Sertã

 

D19_D67_N2 Viseu_Sertã.jpg

 

Viseu-Sertã (129km)
De características únicas, N2 é um destino de eleição repleto de boas paisagens, boa gastronomia e experiências fotográficas. É o retrato mais fiel da identidade de Portugal.
Esta via permite descobrir, conhecer e sentir várias regiões do País – 11 distritos e 35 concelhos.
A mítica Estrada Nacional 2 (N2) foi inscrita no Plano Rodoviário Nacional a 11 de maio de 1945, ligando-a de Norte a Sul, de Chaves a Faro, numa extensão de 739,260 km. É uma das únicas três estradas no mundo e a única na europa com a sua tipologia, sendo que a “Route 66” está localizada nos Estados Unidos da América e a “Ruta 40” na Argentina.
Esta via permite descobrir, conhecer e sentir várias regiões do País – 11 distritos e 35 concelhos.
Percorra a Estrada Nacional 2 e descubra a alma do nosso povo.
Hoje saímos de Viseu e percorremos as margens Rio Mondego, com um desvio para os Moinhos dos Gavinhos, já perto de Penacova, mas antes paramos numa paisagem chamada Livraria do Mondego, que são quartzíticos em forma vertical com cerca de 400 milhões de anos, parecem os livros de uma livraria.
Continuamos estrada fora, até passar por Góis e o miradouro da Senhora da Candosa, uma vista fantástica sobre o rio Ceira. E os rios continuam a ser uma referência nesta viagem, como na passagem da barragem de Pedrógão e Ponte Filipina de Pedrógão Pequeno, uma das maiores barragens e reserva de água doce portuguesa.
Antes de chegarmos à Sertã, localizada num vale xistoso, numa área florestal, é banhada por duas ribeiras, a Ribeira da Sertã (Ribeira Grande) e a Ribeira do Amioso (Ribeira Pequena). Todo o oeste do concelho é delimitado pelo Rio Zêzere, passamos pelo miradouro de N. S. da Confiança exatamente para ter a panorâmica da bacia do rio.

Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos a pé: 10 km, entre miradouros, aldeias, vilas e cidades.

 
Dia 68 – 19 ago/4ª
//Marvão, Castelo de Vide e Serra de S. Mamede

 

D9_D47_D68_Marvão.png

 

O melhor modo de conhecer a vila é a deambular pelas suas ruas e deixar-se surpreender pela bem preservada arquitetura, com destaque para as igrejas medievais de Santiago e de Santa Maria, a Câmara Velha manuelina e tribunal setecentista. Do alto dos seus 800 metros, esta vila-fortaleza é o lugar onde “as aves se deixam ver pelas costas”. Deve o seu nome a um cavaleiro do Islão, Ibn Maruán, do século IX.
O Parque Natural de São Mamede, na região fronteiriça do nordeste alentejano, é uma mistura de paisagens de influências atlânticas e mediterrânicas, entre as Beiras e o Alentejo. Nesta por incrível que possa parecer, interessam-nos as cascatas, como a do Pego do Inferno, talvez das mais bonitas e de fácil acesso. Outra das cascatas da Serra de São Mamede mais importante e das mais belas, é a cascata do Monte Sete, mas de mais difícil de acesso, sobretudo no regresso, porque sobe, mas vale bem a pena pela beleza da paisagem que a envolve.
Antes de iremos para Castelo de Vide, vamos passar pela Ermida da Senhora de Penha e dos seus 704 metros de altura, apreciar como o Castelo e a Igreja Matriz se elevam nas ruas caiadas de branco. Autêntico museu vivo, Castelo de Vide concentra nas ruas séculos de história. É obrigatório passar pelo burgo medieval e pela judiaria, uma das mais bem preservadas do país.

Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil, moderado.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos a pé: 10 km entre trilhos e passeios nas aldeias e vilas.

Dia 69 – 20 ago/5ª (útimos lugares)
//N2 Sertã > Montemor-o-Novo

Sertã-Montemor-o-Novo (160 Km)
De características únicas, N2 é um destino de eleição repleto de boas paisagens, boa gastronomia e experiências fotográficas. É o retrato mais fiel da identidade de Portugal.
Esta via permite descobrir, conhecer e sentir várias regiões do País – 11 distritos e 35 concelhos.
A mítica Estrada Nacional 2 (N2) foi inscrita no Plano Rodoviário Nacional a 11 de maio de 1945, ligando-a de Norte a Sul, de Chaves a Faro, numa extensão de 739,260 km. É uma das únicas três estradas no mundo e a única na europa com a sua tipologia, sendo que a “Route 66” está localizada nos Estados Unidos da América e a “Ruta 40” na Argentina.
Esta via permite descobrir, conhecer e sentir várias regiões do País – 11 distritos e 35 concelhos.
Percorra a Estrada Nacional 2 e descubra a alma do nosso povo.
Saímos de Sertã em direção a Vila de Rei, ao miradouro do Penedo Furado, onde além de termos uma panorâmica fantástica, também vamos fazer os passadiços que nos levam à cascata com o mesmo nome e à lagoa que é um spot fotográfico ainda preservado.
A caminho de Abrantes fazemos um desvio que vale muito a pena que é fotografar o Castelo de Almourol, no meio do rio, num pequeno ilhéu, onde se ergueu este monumento nacional. É um autêntico postal. Daqui continuamos fora da N2 para ir aos passadiços do Alamal, com cerca de 1,8km, mas de uma beleza que seria um erro falhar este spot fotográfico.
Voltamos à N2 e seguimos para Ponte Sor e a lindíssima albufeira de Montargil acompanha-nos alguns kms. Aqui já estaremos com paisagens a perder de vista, com todas as características que tem o Alentejo. Andamos até uma das paragens mais interessantes junto a Mora, o Parque Ecológico do Gameiro, onde o percurso poderá observar salgueiros e choupos, característicos da flora ribeirinha, bem como anfíbios e alguns peixes de pequenas dimensões que por vezes se encontram nas margens da Ribeira do Raia. Poderá observar algumas espécies de aves características da avifauna desta região. Do posto de observação, terá uma visão mais ampla de todas as componentes do Parque Ecológico do Gameiro. Terminada a zona do passadiço de madeira, segue-se a zona de trilho, embelezada pela típica paisagem alentejana. Aqui predominam os sobreiros e alguns pinheiros. É de realçar a presença de alguns mamíferos que se passeiam na zona em busca de alimentos. Os cantos do chapim-real e do gaio poderão ser ouvidos que fazem o Parque Ecológico do Gameiro um local de paragem obrigatória. Terminamos o dia em Montemor-o-Novo, a subir ao Castelo.

Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos: 12 km, entre miradouros, passadiços, aldeias, vilas e cidades.

 
Dia 70 – 21 ago/6ª (últimos lugares)
//Alqueva

 

D70_Alqueva.png


Começamos na linda vila de Monsaraz (não confundir com Reguengos de Monsaraz), que é um dos mais belos e preservados conjuntos medievais do país e passear pelas suas ruas é como voltar atrás no tempo. Toda envolvida por muralhas, parece um gigantesco navio de pedra, ancorado junto ao imenso lago do Alqueva, que visto do castelo, parece o mar, numa paisagem que tem tantos de única como de improvável.
À volta da vila há também imensos vestígios arqueológicos, como o Cromeleque do Xerez, com mais de 50 menires, sendo um dos mais importantes conjuntos megalíticos da região.
Daqui fazemos um circuito pelos 250 km2 de superfície do grande lago, que está rodeado por 16 aldeias, com o cenário do Alqueva sempre como fundo, destacando Estrela, localizada ao longo de uma estreita península, esta pequena aldeia parece suspensa sobre o grande lago do Alqueva. Já Juromenha com o seu castelo sobre o Guadiana, é uma das mais bonitas aldeias ribeirinhas. A nova Aldeia da Luz, fica no topo de um pequeno começou vista para o espelho de água do Alqueva e para os Castelos de Mourão e Monsaraz. E é exatamente Mourão com as suas muralhas da fortaleza que temos hoje uma das mais belas vistas da barragem do Alqueva.
Esta zona é extremamente favorável a fotografar a via láctea à noite, visto estar no mapa do famoso Dark Sky.

Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos: 7 km entre aldeias e miradouros.

 
Dia 71 – 22 ago/sáb
//Do Guadiana a Noudar

Antiga linha férrea até ao porto de Pomarão onde chegavam os vagões carregados de pirite, vindos de São Domingos, para serem descarregados em grandes navios. Pomarão, pequena aldeia alentejana conta com uma vista panorâmica fantástica sobre o rio Guadiana assinalado como o último ponto navegável. De forma a captarmos uma perspetiva diferente, perseguimos viagem até Alcoutim numa antiga embarcação de pesca de nome “O Vendaval”. Ao longo do percurso, enriqueceremos as nossas fotografias com as muitas histórias do rio contadas pelo Comandante Fernando Vargas. De regresso por pequenos caminhos rurais entre aldeias, poderemos fotografar as típicas planícies alentejanas e alguma vida animal, aproveitando a melhor luz de final de tarde para experimentar a sensação do “teto do Mundo” a 276 m de altitude na estranhamente desconhecida Ermida da Sr.ª de Araceli que lhe permitirá registar o horizonte alentejano como em mais sítio algum.
Da antiga vila de Noudar, extinta em 1825, só resta o castelo do século XIV, que fica situado numa elevada escarpa, junto à confluência das ribeiras de Murtega e de Ardila, que é um dos mais belos do Alentejo. Os terrenos envolventes ao Parque da Natureza de Noudar, um inovador projeto de ecoturismo que se estende por mais de mil hectares de montado de azinho. Este parque abriga diversas espécies raras de flora e de fauna.
Esta zona é extremamente favorável a fotografar a via láctea à noite, visto estar no mapa do famoso Dark Sky.

Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro, barco e a pé.
Percursos: 10 km entre parque, herdade, aldeias e miradouros.

 
Dia 72 – 23 ago/dom
//De Mértola às Minas de S. Domingos

 

D6_Minas de São Domingos.png

 

Com um património arqueológico, histórico e natural únicos iniciamos o nosso percurso com um passeio urbano pelos pontos arqueológicos mais importantes de Mértola, uma autêntica vila-museu. Testemunharemos os vestígios dos antepassados árabes na vila portuguesa mais islâmica, como por exemplo a igreja-mesquita transformada no século XVI em igreja católica e a Alcaçova (antigo bairro islâmico). Com as suas ruas estreitas decoradas de casinhas rasteiras e laranjeiras acompanhadas continuadamente pelo rio Guadiana como pano de fundo, presenciamos um cenário fotográfico excecional misturando a paisagem natural envolvente com as gentes que a habitam.   
A caminho das Minas de São Domingos, faremos um pequeno desvio para um picnic junto às Azenhas do Guadiana onde poderemos fotografar pequenas cascatas e um Moinho de Água de estilo mouro num cenário de beleza natural.
O percurso continua por entre planícies até a Mina de São Domingos, o ponto alto do fim-de-semana, evocador de uma paisagem lunar. Vestígios de uma das mais importantes explorações de minério da Península Ibérica é atualmente um cenário apocalíptico composto por terra de tonalidades vermelha e amarela, crateras, destroços, lagoas coloridas, edifícios sinistros e abandonados proporcionando uma experiência fotográfica imperdível desde o meio da tarde ao pôr-do-sol mergulhando nas mais diversas cores e sombras.

Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos a pé: 9 km.

 
Dia 73 – 24 ago/2ª
//Algarve interior, parando nas aldeias, fontes e cascatas

A Serra de Monchique é a mais alta da montanha do Algarve, com os seus 902 metros de altura. É daqui o ponto mais alto do Algarve, o Alto da Fóia, que se pode uma das vistas mais deslumbrantes desta região. Terra rainha com o mesmo nome, a que apelidam de Sintra do Algarve, esconde-se entre a vegetação, a vila de Monchique. Deve ser percorrida a pé, para encontrar todos os seus recantos pitorescos. Do miradouro do largo São Sebastião obtém-se uma vista global. Quem pára em Monchique, pára em Caldas de Monchique, um paraíso envolto em bosques e pequenos cursos de água.
O maior castelo do Algarve e o mais bonito monumento militar da época Islâmica, é o de Silves. Esta construção em tons ocre, iluminada a luz do Sol, impõe-se à cidade banhada pelo rio Arade. 
Das aldeias típicas do Algarve, Alte destaca-se porque para além das casas caiadas com chaminés carregadas de arabescos, tem a chamada a Fonte Pequena e Grande, que percorrerá a cidade com a sua água fresca. Vale a pena também passar pela Queda do Vigário, uma pequena, mas idílica cascata.
Aqui não saltamos de poça em poça, mas de cascata em cascata, onde faremos um trilho rodeado de água pela Fonte Benémola, perto de Loulé, que é muito agradável nestes dias quentes de verão. Deixamos para última cascata a mais bonita cascata do Algarve, o Pego do Inferno. A sua cor esmeralda torna uma local ideal para banhos e para fotografar.

Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil, moderado.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos a pé: 10 km entre trilhos, miradouros, passeios nas aldeias e vilas.

 
Dia 74 – 25 ago/3ª
//Algarve - Caminho dos Promontórios

 

D01_D39_D74_algarve.png

 

O dia começa com uma visita a uma pitoresca povoação de pescadores junto às margens do Rio Arade, a bonita aldeia de Ferragudo. Depois passaremos pelo Forte de São João do Arade, pela foz do Rio Arade e por algumas das suas praias. Seguiremos em direção ao mar, passando pelo molhe nascente do Rio Arade, pelo muito bem localizado Farol da Ponta do Altar e pelo início das praias marítimas do concelho de Lagoa. É nesta zona que começaremos a percorrer o Caminho dos Promontórios que proporcionará vistas lindíssimas e a descoberta de praias de beleza invulgar como a Praia dos Caneiros. Ao longo do trilho poderemos observar arribas calcárias em diferentes tons de cor devido à erosão marinha, formações rochosas variadas como o Leixão das Gaivotas e diferentes tipos de vegetação e de espécies. O percurso pedestre terminará em Carvoeiro, outrora uma vila de pescadores.

Duração: 1 dia.
Dificuldade: média.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos a pé: 8 km num sentido.

Dia 75 – 26 ago/4ª
//Algarve - Caminho dos Sete Vales Suspensos

 

D40_75_Algarve.png

 

O dia começa junto à Ermida de Nossa Senhora da Encarnação, uma zona de vistas soberbas, e início do Passadiço de Carvoeiro. Ao longo deste passadiço, situado no topo das arribas, teremos a oportunidade de espreitar para algumas grutas e de caminhar até ao Algar Seco (considerado como um dos monumentos naturais mais bonitos da região).
Continuaremos pelas arribas, passando por diferentes tipos de vegetação e por pequenas enseadas, até à Praia do Vale de Centeanes.
Espera-nos o Caminho dos Sete Vales Suspensos, um percurso pedestre distinguido como o Melhor Destino para Caminhadas da Europa pela European Best Destinations, que nos proporcionará vistas magníficas e a descoberta de praias paradisíacas. Neste percurso encontraremos recantos de natureza preservada com areais lindíssimos, atravessaremos vales suspensos, passaremos pelo bonito Farol de Alfanzina, por arribas calcárias de tons quentes, por formações rochosas esculpidas pela erosão como leixões, arcos, grutas (como a de Benagil) ou algares e cruzar-nos-emos por diferentes espécies de aves e de tipos de vegetação. O percurso pedestre terminará na Praia da Marinha, considerada como uma das cem melhores praias do mundo.
 
Duração: 1 dia.
Dificuldade: média.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos a pé: 10 km num sentido.

Dia 76 – 27 ago/5ª
//Algarve - Duas penínsulas e 5 ilhas

A Ria Formosa vai desde Loulé, na foz do rio Ancão até à praia da Manta Rota, em Vila Real de Santo António, numa extensão de 60km. Não será bem uma ria, mas mais um composto de duas penínsulas e cinco longas ilhas: Barreta, Culatra, Armona, Tavira e Cabanas.
Começamos pelo Ancão, está cercada por dunas e floresta de pinheiros que fazem parte do sistema da Ria Formosa, com o trilho de S. Lourenço, com cerca de 3 km (ida e volta), com postos para observação de aves. Daqui podemos caminhar até à Praia da Barrinha, no qual podemos ver a Ilha Deserta ou da Barreta no horizonte.
A ilha Deserta mesmo em plena época alta encontra imenso espaço livre, são 10 km. É um enorme prazer nadar na água excecionalmente limpa.
Na ilha da Culatra, ainda é possível ver o modo de vida tradicional, doutros tempos, observando pescadores e barcos tradicionais. O cais da povoação Farol, no extremo oeste vê o farol que dá nome a este canto, que proporciona belas vistas sobre a ilha e a praia. O outro cais, é conhecido simplesmente por Culatra, no centro da ilha, e fica ao pé da povoação Culatra. Vamos fazer a caminhada de Farol até Culatra, ao longo da praia, mas pelo passadiço de madeira, dá para ver uma grande variedade de vegetação e aves como o maçarico-real. Ocasionalmente pode avistar golfinhos na linha do horizonte.
Está na hora de passar para a ilha da Armora, com mais de oito quilómetros de praia, é dos destinos mais populares na Ria. Quando se chega ao cais, tem de se caminhar até ao oceano, onde fica a Praia da Armona Mar, que se estende pela linha do horizonte. É um lugar maravilhoso, de água limpa e de vento forte. A Praia da Fuseta está localizada no norte da Ilha Armona, a Ria Formosa estreita-se para perto da costa, de modo que a viagem de barco é rápida. O porto da Fuseta está repleto de barcos coloridos.
Terminamos o dia na Cacela-a-Velha, cujo território foi ocupado por numerosas civilizações, incluindo fenícios, romanos e árabes. Subimos até à fortaleza do século XVII para um belo panorama do litoral.
Para chegar à Praia da Fábrica (conhecida como Praia de Cacela Velha), depende de a maré estar baixa, podendo fazer a travessia a pé, pela Ria Formosa. Caso contrário, um barqueiro leva-nos até à ilha. A praia se espalha por quase 2 km de águas azuis claras. Em 2009 o jornal britânico The Guardian colocou-a na lista das 10 melhores praias europeias.

Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil, moderado.
Deslocação: de carro, barco e a pé.
Percursos a pé: 13 km entre caminhadas intervaladas.

 
Dia 77 – 28 ago/6ª
//Algarve visto do mar 

Este será um dia único para muitos, visto que será uma oportunidade para ver as paisagens do Algarve vista do mar.
Partimos do Ferragudo de barco (semi-rígido) e percorremos algumas das mais bonitas praias do Algarve, desde a Ponta da Piedade, percorrendo a D. ana, Meia Praia, Alvor, Três Irmãos, Vau, Praia da Rocha, Ferragudo, Carvoeiro, Algar Seco, Carvalho, Benegil e Marinha. Todas elas com características diferentes por entre as arribes ou em redor do algarve, eu mesmo os areais mais extensos que não deixam de ser super fotográficos. Grande parte do trajeto é feito por mar, mas teremos saídas em algumas praias para as visitarmos mais de perto. Será sem dúvida um dia inesquecível para quem gosta de mar no Verão.

Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de barco e a pé.
Percursos a pé: 1 km.

 
Dia 78 – 29 ago/sáb
//Costa Vicentina 1

 

D30_D78.JPG

 

Uma viagem épica por uma das mais bonitas zonas costeiras da Europa

É atualmente o maior troço de costa virgem a nível europeu, um local de peregrinação natural onde o relógio do tempo parou para descansar... e deixou de contar. A Costa Vicentina foi feita para mimar os sentidos... o simples toque reconfortante da brisa marinha; a contemplação apaixonante de vistas que nos revelam praias desertas ladeadas por penhascos, onde o mar entra sem cerimónia; vilas piscatórias, com casinhas típicas, onde podemos desfrutar do saborzinho salgado dos temperos que recheiam aquele peixinho divinal que nos alimenta a alma e o estômago ao final do dia; o som das ondas, dos pássaros, do vento... e o silêncio da vida quotidiana, das buzinas, dos motores, dos telefones, daquela voz interior que nos passa o tempo a disciplinar. Aqui a única disciplina é largar, soltar... caminhar em frente e deixar os pés afundar na areia, mergulhar nas águas refrescantes do Atlântico e cair na praia a beber uma cerveja, um sumo, água, chá, aquilo que o teu corpo mais pedir. Não se trata de penitência... caminhamos para alimentar a alma, para aproveitar a vida e para retemperar a mente.

A pé, de bicicleta, de kayak/SUP... de onda em onda... vamos de Porto Covo até à Carrapateira, percorrendo o Trilho dos Pescadores, seguindo a linha da costa e passando por algumas das praias mais bonitas e remotas de Portugal.

Vamos ter oportunidade de aprender a fazer surf, remar, pedalar e vamos caminhar... quanto? Tu decides! 30-60-90-120-150 quilómetros? Fazes aquilo que quiseres, com a confiança e a segurança de teres sempre uma viatura pronta para te receber no final de cada etapa.

E porque isto é um programa para descomprimir e libertar o peso das costas, não te preocupes que levamos a nossa "mula". A única coisa que precisas de levar contigo durante as etapas é uma pequena mochila com água (muita), protetor solar, farnel, fato de banho e toalha.

 

1ª ETAPA - (PORTO COVO - VILA NOVA DE MILFONTES) 


Começar em grande, porque não, neste local idílico, onde Rui Veloso se veio inspirar para criar uma das suas famosas cancões. Porto Covo é a porta de entrada privilegiada para a Costa Vicentina. Um pequeno passo coloca-nos em comunhão com o mar, bem de cima, por cima das falésias onde pequenas enseadas desvendam pequenas praias, algumas tão pequenas e inacessíveis que nem lhes deram nome.

Caminhamos para Sul, seguindo gentilmente por trilhos de terra, com pequenas incursões por alguns pontos mais marcantes da costa.

Os primeiros quilómetros da caminhada presenteiam-nos com algumas praias, o tempo suficiente para forrar as sapatilhas de areia e sentir o corpo a aquecer, e é na Praia da Ilha do Pessegueiro que fazemos a primeira paragem, onde nos esperam uns simpáticos cavalos, residentes aqui. 

Como queremos partilhar esta experiência entre os participantes, paramos numa praia muito especial para conversar, comer uns petiscos, beber uma bebida geladinha e molhar os pés, ou mesmo o corpo todo, porque não.

Voltamos à estrada... oops, errado... ao nosso trilho, continuando por falésias, dunas, por entre o verde da vegetação costeira, e por locais muito pitorescos. Passados cerca de 20 a 22 quilómetros do ponto de partida, chegamos a Vila Nova de Milfontes, prontos para um duche retemperante, antes de nos juntarmos todos para um jantar à boa moda alentejana.


Duração: 1 dia. 

Dificuldade: fácil, moderado. 

Deslocação: a pé. 

Percursos a pé: 22 km.


Dia 79 – 30 ago/dom
//Costa Vicentina 2

Vila Nova de Milfontes  - Almograve

 

D31_D79.JPG

 

Começamos o dia com um bom pequeno-almoço, com muita energia para o dia que se avizinha. Como vai estar calor e o Rio Mira está convidativo, vamos apreciar esta bonita localidade da água, com um passeio de Stand Up Paddle pela baía. Darei uma curta aula de introdução... o suficiente para poderem remar com confiança e acompanharem este passeio panorâmico e refrescante, onde poderemos observar o voo dos andarinhões.

Voltaremos aos nossos trilhos, mas não sem antes atravessar de barco para o outro lado... sempre é alguma distância que se poupa sem ter de ir à volta. ;) Atravessando a Praia das Furnas, continuamos para Sul, sempre com a costa à nossa direita, mas agora com campos agrícolas a serpentear o nosso lado esquerdo. Umas zonas de arbustos mais altos protegem-nos do Sol por algum tempo e agora estamos bem em cima das falésias, com algumas praias de areia e rocha a marcar a nossa passagem. 

Chegaremos à Praia de Almograve, com cerca de 15 quilómetros nos pés. Boa altura para dar um mergulho, fazer uns alongamentos, descansar e preparar para um bom jantar.


Duração: 1 dia. 

Dificuldade: fácil, moderado. 

Deslocação: a pé. 

Percursos a pé: 15km.


Dia 80 – 31 ago/2ª
//Costa Vicentina 3

Almograve - Zambujeira do Mar

 

D32_D80.JPG

 

Após o pequeno-almoço, continuamos a nossa caminhada. Temos agora 22 quilómetros pela frente. As falésias escarpadas dão lugar a inúmeras enseadas de pequenas praias rochosas, onde nidificam inúmeras espécies de aves, incluindo o corvo-marinho ou o famoso falcão peregrino. Vamos certamente poder apreciar alguns destes animais em voo. Para os apreciadores, recomendo que tragam binóculos.

Vamos também poder apreciar a geologia local, com vestígios das alterações climáticas que aconteceram há vários milénios, como as glaciações e os retrocessos marítimos. Dunas um pouco diferentes e areias avermelhadas serão um bom tema de discussão.

Mais uma série de bonitas praias e chegaremos ao Cabo Sardão, onde poderemos apreciar uma vista imensa, desde Vila Nova de Milfontes, a Norte, até à Arrifana, a Sul, numa extensão de quase 50 quilómetros. Passaremos pelo bonito e pitoresco porto de pesca do Porto das Barcas, pouco antes da nossa chegada à Zambujeira do Mar.


Duração: 1 dia. 

Dificuldade: fácil, moderado. 

Deslocação: a pé. 

Percursos a pé: 22 km.


Dia 81 – 1 set/3ª

//Costa Vicentina 4

Zambujeira do Mar - Odeceixe

 

D33_D81.JPG

 

Acordar bem cedo para um mergulho na praia da Zambujeira do Mar, com opção de piquenique na praia. Avançamos para Sul, em direção à espetacular Praia de Odeceixe, mas com calma... aqui não há pressas. Vão ser uns leves 12 quilómetros, passando por variadas praias... a lindíssima praia dos Alteirinhos, Carvalhal, Machados e tantas outras, sem esquecer o portinho de pesca da Azenha do Mar. 

Dizem os guias que para chegar à Praia de Odeceixe se tem de ir à volta por Odeceixe, fazendo cerca de 8 quilómetros, maioritariamente por estrada, num percurso que não tem nada de particularmente interessante. Mas isso é coisa de meninos. :) A malta quer é um bom desafio, que ajude a refrescar e a limpar o pó da viagem. Chegados à ponta Norte da Praia de Odeceixe, de onde vislumbramos a grande língua de areia a travar a entrada do mar, divergimos ligeiramente para o interior, e diretos à Ribeira de Seixe, onde faremos a travessia a pé, ou a nado (opcional), conforme as marés. Não se preocupem com as mochilas, temos quem as leve.

Mas calma, a travessia foi só para cortar caminho, o verdadeiro banho ainda está para vir. À nossa espera vai estar uma escola de surf, prontinha para pôr os mais corajosos a apanhar as suas primeiras ondas, uma atividade super divertida que recomendo a toda a gente, mesmo aqueles que têm medo da água.

Acabamos o dia em Odeceixe, onde iremos recuperar as forças com um grande jantar.


Duração: 1 dia. 

Dificuldade: fácil, moderado. 

Deslocação: a pé. 

Percursos a pé: 12 km.


Dia 82 – 2 set/4ª
//Costa Vicentina 5

Odeceixe - Praia da Arrifana

 

D34_D82.JPG

 

Não poderíamos sair de Odeceixe sem visitar alguns pontos de interesse locais que por agora ficam em segredo para não estragar a surpresa. :)

Espera-nos uma etapa muito especial que troca o pedal pelos passos, e nos vai levar por 40 quilómetros de bicicleta, por um percurso fascinante, especialmente desenhado para esta viagem. Não vão faltar razões para parar e fotografar, até porque mais ou menos a meio passamos pela histórica Vila de Aljezur, onde iremos parar para descansar, visitar e fotografar, bem lá de cima, do topo do castelo.

Continuamos por trilhos, agora pelo meio das árvores, regressando à costa ansiosos por um almoço à beira-mar. Estamos na capital dos perceves, onde podemos observar os apanhadores desta iguaria a desafiar a rebentação e admirar a destreza com que enfrentam os elementos. 

Continuamos a pedalar para Sul, por um percurso que passa, entre outros locais, pelo Ribat da Arrifana, um convento islâmico que esteve ocupado por monges guerreiros do séc XII, e que 

era dedicado à oração e vigilância da costa.

Descemos até ao Portinho de Pesca da Arrifana, de onde podemos apreciar a costa em todo o seu esplendor, e finalizamos na Praia da Arrifana, onde vamos poder "descalçar" os pedais após sensivelmente 40 quilómetros feitos desde Odeceixe, o nosso ponto de partida.


Duração: 1 dia. 

Dificuldade: fácil, moderado. 

Deslocação: de bicicleta.

Percursos de bicicleta: 40 km


Dia 83 – 3 set/5ª
//Costa Vicentina 6

Praia da Arrifana - Carrapateria

 

D35_D83.JPG

 

E ao sexto dia Ele descansou! Ok, não foi ao sexto, mas para esta viagem abrimos uma exceção. :) A manhã desta etapa é destinada a apreciar a Costa Vicentina de uma forma mais descontraída. Os trilhos afastam-se da costa, que agora se torna mais agreste e ondulada, dificultando a progressão a pé ou mesmo de bicicleta. Para descobrir esta zona costeira, teremos de ir de carro, conduzindo por trilhos pouco conhecidos que nos levam a algumas das praias mais remotas, intocadas e fascinantes da Costa Vicentina.

Deixamos o carro no início do "W" costeiro da Carrapateira e, após um bom almoço recheado, continuamos a pé por esta zona da costa... em tudo especial. O problema da descrição desta etapa é a tendência para o uso excessivo de adjetivos e superlativos, mas, a sermos justos, temos de ser realistas... vai ser uma tarde de 6 quilómetros absolutamente espetaculares, num recorte costeiro feito para ser fotografado. Vai ser difícil deixar a câmara na mochila.

Pelo caminho passamos pelo povoado islâmico da Ponta do Castelo, datado dos séculos XII, onde ainda se encontram visíveis um terraço para secagem de peixe e três fornos de cozer pão.

Concluímos o dia na Praia do Amado, onde teremos a oportunidade para dar um mergulhinho e para quem estiver nessa onda, fazer uma sessãozinha de bodysurf.


Duração: 1 dia. 

Dificuldade: fácil, moderado. 

Deslocação: a pé e carro. 

Percursos a pé: 6 km.


Dia 84 – 4 set/6ª

//Costa Vicentina 7

Carrapateira - Vila do Bispo

 

D36_D84.JPG

 

Deixamos a Carrapateira e partimos para Sul, caminhando por montes e vales, onde pequenas enseadas criadas pela erosão costeira nos revelam praias de areia xistosa, com interessantes formas esculpidas na rocha. Continuamos junto à costa, passando por algumas das falésias mais altas do sudoeste alentejano e por trilhos remotos que nos levam a fantasiar sobre os antigos conquistadores a desbravar caminho pelo desconhecido. Tudo aqui cheia a puro, intocado. Aqui é ondem vivem os pássaros... a cegonha branca, o rouxinol bravo, a gralha de nuca cinzenta e outros tantos. Apetece-nos gritar! E porque não... soltar as goelas e libertar tudo aquilo que nos vai na alma. Ninguém nos vai ouvir.

Divergimos para o interior e continuamos por mais uns quilómetros, em direção a Vila do Bispo.

Finalizamos aqui esta etapa, após sensivelmente 16 quilómetros de caminhada num registo muito Zen.


Duração: 1 dia. 

Dificuldade: fácil, moderado. 

Deslocação: a pé. 

Percursos a pé:

 


Dia 85 – 5 set/sáb
//Costa Vicentina 8

Vila do Bispo - Sagres

 

D37_D85.JPG


Chegamos assim à oitava e última etapa, a caminho do extremo sudoeste da Europa continental, o cabo de São Vicente, caminhando de seguida para a icónica Ponta de Sagres, já no extremo Sul. 

Acordamos bem cedo e saímos de Vila do Bispo de carro até à Praia da Ponta Ruiva para fazer umas fotografias, continuando por trilhos de terra até à Praia do Telheiro, património geológico e um local de grande importância para a investigação, que denomina este local como um geomonumento e cuja história vamos poder testemunhar mais de perto.

Daqui partiremos a pé. Restam-nos agora 10 quilómetros de etapa, por algumas das arribas e falésias mais marcantes da costa continental de Portugal. Estamos em plena Reserva Biogenética de Sagres, com espécies endémicas que só ocorrem neste local.

Estamos no melhor lugar da Europa para a observação de aves marinhas em migração, das quais o alcatraz, o moleiro, a cagarra, entre outros. Mas não é só no ar e nas escarpas que vamos encontrar vida animal. Daqui, bem de cima, e com alguma sorte, também se podem avistar golfinhos.

Visto de cima, dir-se-ia que estaremos a caminhar nas bordas de uma peça de puzzle gigante, com uma costa altamente recortada, sobre escarpas imensas e um mar de um azul profundo. É um final épico para esta viagem, que nos leva a passar ainda pela Praia do Beliche, pela Praia do Tonel e, naturalmente, pela Fortaleza de Sagres.

Chegamos mesmo a tempo de um almoço a preceito no coração de Sagres, prontos para fazer a viagem de regresso a casa, com a alma cheia de vida, novos amigos, um grande sorriso e uma bagagem de imagens e memórias para devorar e partilhar durante muitos e muitos anos.

 

Duração: 1 dia. 

Dificuldade: fácil, moderado. 

Deslocação: a pé. 

Percursos a pé:


Dia 86 – 6 set/dom
//Arrábida

 

D29_D86_arrabida.png

 

Pequito Rebelo dizia que “Portugal é mediterrânico por natureza e atlântico por posição”. É no santuário da Serra da Arrábida que temos algumas das paisagens mediterrânicas mais imponentes em Portugal. Desproporcionalmente é um dos sítios menos explorados para além do óbvio e o seu potencial fica muito aquém. Queremos com esta experiência mostrar alguns dos segredos mais bem guardados, seja para os que nunca se deslocaram até aqui como para aqueles que visitam regularmente, mas que se dedicam apenas às praias mais habituais.
 Os pontos altos desta experiência serão alguns dos melhores segredos que esta serra nos reserva. Iremos percorrer alguns trilhos pedestres até algumas “janelas” que nos proporcionam uma visão de 180 graus para o Atlântico, enquanto por baixo de nós desabam falésias abruptas e verdejantes destacadas pela terra seca e avermelhada da Serra. Percorreremos alguns dos mais fantásticos trilhos pelas falésias e pequenas praias, covas e grutas que nos mostram um pouco do que é considerada a maior escarpa calcária da Europa Continental. As cores contrastantes do verde luxuriante do vale da Serra do Risco com a cor da terra e as inúmeras flores e cheiros (do Alecrim, do Rosmaninho, do Tomilho ou da Lavanda) são alguns dos sentidos que irão marcar este percurso.

Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: carro, a pé e barco.
Percursos a pé: 12 km.


Dia 87 – 7 set/2ª
//Lisboa

 

D28_D87_lisboa.png

 

Achas que conheces Lisboa? Percorreste as suas ruas vezes sem conta, escorregaste na sua calçada de visita, mas... mesmo assim, há sempre um cantinho por descobrir.
Vilas operárias da Graça > Neste passeio vamos aventurar-nos pela Graça, muitas vezes ignorada pelo viajante. A malha urbanística foi-se transformando com a afluência de trabalhadores rurais para a cidade e a criação de vilas operárias no final do século XIX. Esta nova forma de vida comunitária ainda presente hoje em dia. Conhecer os seus recantos, ruas, ruelas e escadinhas.
Segue-se Alfama. Assumidamente labiríntica, Alfama revela a cada canto, recanto, ruela ou escadinha o seu casario, a sua gente, e o Tejo. Perde-te connosco na Alfama autêntica.
Mouraria > Fiel à sua origem, a Mouraria permanece o bairro mais multicultural de Lisboa. Aqui, coabitam mais de 50 nacionalidades. No coração de um bairro medieval, as ruas enchem-se de aromas exóticos, os seus cantos animam-se de fados.
Cacilhas > A 10 minutos de Lisboa, a travessia do Tejo de cacilheiro revela a melhor vista da capital. Na margem sul do rio, em Cacilhas, é durante o pôr-do-sol que a cidade espalha o seu encanto.

Bairro Padre Cruz > Lisboa também são bairros sociais. Quando o Bairro Padre Cruz foi escolhido para receber mais de 30 artistas nacionais e internacionais para espalhar criatividade nas suas paredes, o seu destino mudou. Verdadeiro museu a céu aberto de arte urbana, cada obra é uma pequena joia, digna de ver, rever e fotografar.

Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: carro, a pé e barco.
Percursos a pé: 12 km.

Dia 88 – 8 set/3ª
//Arouca

de Moldes à Costa da Castanheira


D88_Freita.png

 

Quem disse que viagens de sonho não podem ser feitas em Portugal? E quem disse que Arouca só tem os passadiços do Paiva? O Arouca Geopark, Património geológico da Humanidade, é um verdadeiro museu geológico a céu aberto. Com 328 quilómetros quadrados de riquezas tem muito por descobrir: pedras parideiras, a cascata mais alta de Portugal continental, minas de volfrâmio da segunda guerra mundial, aldeias mágicas, lagos e paisagens estonteantes.

Começamos o dia com uma panorâmica do Detrelo da Malhada – Moldes, neste nosso arranque poderemos contemplar o Ocidente litoral entre Espinho e o Porto e o Oriente - Côto do Boi, a serra da Arada, a serra do Marão. 

As Pedras Boroas do Junqueiro em Albergaria da Serra poderemos observar o que deu nome ao lugar, que são uns blocos graníticos que lembram côdeas de broas. Mais uma paragem em São Pedro Velho para mais uma panorâmica de 360 graus imperdível.

Nesta altura já saberá bem um mergulho no rio Caima, enquanto se comprova o ditado "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura" aqui temos pedras moldadas pelas águas do rio Caima, são as chamadas marmitas de gigante do Caima. Depois do mergulho teremos energia para continuar o nosso passeio, passando pela Frecha da Mizarela com a sua cascata, a mais alta de Portugal, e Pedras Parideiras, um fenómeno raríssimo no mundo.

Terminamos o dia da melhor forma, com uma Panorâmica da Costa da Castanheira no piso Panorâmico do Radar Meteorológico da Freita para contemplação do pôr-do-sol. Em dias de céu limpo, a vista alcança desde a Figueira da Foz até ao Grande Porto, são + de 1000 metros de altura.


Duração: 1 dia. 

Dificuldade: fácil.

Deslocação: carro e a pé.

Percursos a pé: 3 km.


Dia 89 – 9 set/4ª
//Arouca

Rio de Frades e Lagoas de Drave


D89_Arada.png

 

Neste dia de descoberta de Arouca começamos nas Minas de Rio de Frades, uma exploração mineira de volfrâmio, companhia alemã com um túnel que nos leva à cascata e um possível mergulho no rio para os mais destemidos, aliás este dia é uma tentação para quem gosta de um belo mergulho fresquinho. Haverá uma nova oportunidade na nossa segunda paragem nos Poços do Paivô. 

Em Regoufe temos a aldeia agrícola e restaurante O Mineiro que exibe fotografias de 1944 do bairro mineiro, do clube e da cantina, bem como garfos, tigelas e outros objetos ligados a esse momento da história. Ainda nesta aldeia temos o complexo mineiro da Poça da Cadela que é, também, uma exploração mineira de volfrâmio, mas esta de uma companhia Inglesa. Terminamos o dia na mágica aldeia de Drave e nas suas lagoas, não poderia ser melhor.


Duração: 1 dia. 

Dificuldade: fácil.

Deslocação: carro e a pé.

Percursos a pé: 3 km.


Dia 90 – 10 set/5ª
//Douro Vinhateiro de Miguel Torga

 

D16_D57_D90_Douro Vinhateiro.png

 

Não há texto mais belo para descrever o Douro Vinhateiro que o de Miguel Torga: “O Doiro sublimado. O prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir. Não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso de natureza. Socalcos que são passados de homens titânicos a subir as encostas, volumes, cores e modulações que nenhum escultor pintou ou músico podem traduzir, horizontes dilatados para além dos limiares plausíveis de visão. Um universo virginal, como se tivesse acabado de nascer, e já eterno pela harmonia, pela serenidade, pelo silêncio que nem o rio se atreve a quebrar, ora a sumir-se furtivo por detrás dos montes, ora pasmado lá no fundo a refletir o seu próprio assombro. Um poema geológico. A beleza absoluta”.
Vamos partir a pé por um dos mais bonitos trajetos do Douro Vinhateiro, de uma paisagem de xisto maciço, que moldaram os muros e os socalcos para erguer as videiras. A paisagem a perder de vista é tão única que por todo o lado se avistam quintas e solares típicos, que traduzem a importância que o Douro assumiu na história. O percurso no qual percorremos pelas famosas vinhas, é classificado pela UNESCO como Património Mundial, desde 2001, é banhado pelo Rio Douro, na região que produz vinhos há centenas de anos.
Não deixamos de ir ao mais famoso miradouro fazer o pôr do sol, considerado por Miguel Torga como “um excesso da natureza.”

Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil a médio.
Deslocação: a pé.
Percursos: 10 km, mas miradouro.

 
Dia 91 – 11 set/6ª
//Douro Vinhateiro, da última quinta do Douro ao Pinhão

 

D91_Douro Vinhateiro .png

 

Uma das mais bonitas estradas do mundo está em Portugal, a nacional N222, que liga Vila Nova de Foz Côa até Vila Nova de Gaia, no total de 226 km. Não vamos fazer toda, mas parte desta cénica estrada, tendo o rio Douro como cenário. Logo no início temos vários miradouros e paisagens que acompanham a estrada N222 mas com pequenos desvios podemos passar pelo Castelo de Numão, do ano de 960 e com uma visual dominante com seu perfil muralhado.
Sair da estrada leva-nos a última quinta do Douro, mas talvez a mais bela, a Quinta do Vesúvio, um museu vivo, da família Symington, produtores do Vinho do Porto das marcas Graham´s, Cockburn’s. Daqui partimos para São João da Pesqueira, para podermos ver um dos miradouros mais representativos do Douro, e mais brutais, o miradouro de São Salvador do Mundo. Antes de nos dirigirmos para o Pinhão, passamos pela aldeia sede São Xisto, com as suas ruas vestidas de casas de xisto, como se voltássemos atrás no tempo.
Não podíamos fazer um trilho a pé, de 5 km, sempre a descer, por caminhos rurais e propriedades vinícolas, mas serve para tomarmos contato mais próximo com toda a paisagem.
De volta à estrada, a parte entre o Pinhão e o Peso da Régua é um dos troços mais bonitos e famosos, com apenas 27 km, mas foi considerada uma das road trips mais bonitas do mundo. Daqui partirmos para um dos mais famosos miradouros onde se pode ver Pinhão e o Vale do Douro e fazer o pôr do sol.

Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos: 5 km, mais miradouros, aldeias e quintas...

 
Dia 92 – 12 set/sáb
//Douro Internacional > Na Rota dos Miradouros

 

D14_D60_D92_Douro Internacional.png

 

O Parque Natural do Douro Internacional tem mais de 10 miradouros, todos eles a acompanhar o contemplar o rio Douro. Podemos começar por qualquer das pontas, mas vamos começar por Miranda do Douro e fazer cerca de metade dos mais belos miradouros. Outrora era um rio de águas violentas, o Douro, devido às barragens, fez-se um vasto e tranquilo espelho de água aprisionado entre muralhas, sendo notório o contraste entre a estreita garganta por onde corre e o ondulado das paisagens que o rodeiam. Aqui, o vale do Douro é bastante encaixado, com margens escarpadas essencialmente graníticas, as "arribas". A paisagem natural é enriquecida por elementos resultantes das atividades humanas, como é o caso dos campos cultivados, delimitados por sebes de freixos e carvalhos, das culturas em socalcos, em algumas zonas das arribas, e também das construções tradicionais, como os pombais. Não deixaremos de ver zimbrais nos vales apertados e nos esporões rochosos do Douro e seus afluentes e ainda grandes extensões de giesta e esteva. Este dia percorremos entre Miranda do Douro e miradouro de São João das Arribas, passando pelo da Freixiosa, Fraga do Puio, Picote, Sendim e Bemposta.  

Duração: 1 dia.
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro e a pé.
Percursos: vários, mas curtos.

Dia 93 – 13 set/dom
//Douro Internacional > Na Rota dos Miradouros e das grandes aves

 

 

D15_D61_Douro Internacional .png


A paisagem do Parque Natural do Douro Internacional é de geologia própria, sublinhando-se o vale em canhão do rio Douro, encaixado em fraturas ao longo dos granitos que dão origem à grande planura do planalto Mirandês, os relevos abruptos das cristas quartzíticas como o Penedo Durão, a topografia ondulada de montes e vales abertos dos terrenos de xisto da zona de Freixo de Espada à Cinta.  As paisagens seminaturais, assim resultantes, demonstram bem a harmonia que pode ser conseguida entre a ocupação humana e a preservação da biodiversidade. A região abrangida pelo Parque Natural apresenta uma grande riqueza cultural, começando desde logo pelo mirandês, falado em algumas aldeias dos concelhos de Miranda do Douro e Vimioso. Ao nível do património arquitetónico do Parque Natural do Douro Internacional encontram-se em todo o território exemplos de arquitetura religiosa (igrejas e capelas), arquitetura tradicional de feição erudita (casas solarengas) ou popular (edifícios isolados ou conjuntos arquitetónicos), para além de outros elementos diversos como cruzeiros, alminhas, pontes, etc... Começamos o dia pelo miradouro de Picões, passando Cruzinha, Carrascalinho e Colado, sendo um dos mais famosos miradouros, o do Penedo Durão. Aqui podemos ver a vasta fauna como o Grifo, o Abutre do Egipto e a Cegonha Negra.  

Duração: 1 dia
Dificuldade: fácil.
Deslocação: de carro e a pé.

 

Dia 94 – 15 set/2ª

Informação em breve.

 

Dia 93 ao dia 100
//Açores

Para ver o programa completo desta viagem, clique aqui.
 
Dia 96 ao dia 100
//Madeira

Para ver o programa completo desta viagem, clique aqui.


© 2009 Fotoadrenalina | optimizado para 1024 x 768 | Fotoadrenalina é uma marca registada