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  16 a 31 agosto

A nossa proposta

A China é um dos países do imaginário de qualquer fotógrafo.

Aqui se vê, se vive e se fotografa uma galáxia à parte, um povo, uma cultura, rostos e vivências bem distantes daquilo a que estamos habituados no nosso mundo ocidental. E uma gastronomia que afinal nos é tão desconhecida, que desfaz muitos estereótipos e preconceitos às primeiras experiências das nossas papilas gustativas.

 

A tudo isto, junta-se a mística e o exotismo da rota da seda que em parte iremos percorrer ao visitar cidades como Kashgar, Turpan ou Zhangye, esta última com uma estátua de Marco Polo no seu centro histórico. Vamos assim fotografar o legado de séculos de trocas comerciais, mas também de ideias, culturas e religiões passando pelo cordão umbilical que uniu Ocidente e Oriente durante mais de um milénio. Junto a toda dimensão, há que somar uma expedição pelo Tibete, rumo a Xiahe e ao seu lendário mosteiro de Labrang.

 

Aqui, numa China que não o parece, há peregrinos tibetanos que cumprem promessas em rituais que nos enchem de curiosidade, admiração e desejo de premir o disparador. Para o fim, a cereja em cima do bolo, com uma incursão pela Grande Muralha da China, não num dos pontos que todos visitam, cheios de gente e confusão, mas noutros locais em que reina a calma e sobressai o espaço em si e não as hordas de turistas. E obrigatória será também a passagem pela praça Tiananmen, a maior do mundo, bem como uma espreitadela à Cidade Proibida e um passeio pelo Palácio de Verão para fotografar um pôr do sol que ficará na memória. Serão precisas mais razões para embarcar nesta aventura?

 

Spots fotográficos

. Centro histórico e bazar de Kashgar
. Autoestrada Karakorum
. Tashkurgan
. Turpan
. Deserto em Kumtag
. Aldeia uiguir de Tuyoq
. Centro histórico de Zhangye
. Geoparque de Danxia (montanha arco-Íris)
. Xiàhé
. Mosteiro de Labrang
Pequim:
. Parque Jinshan
. Panorâmica da Cidade proibida
. Praça Tiananmen
. Palácio de Verão
. Mercado de Panjiayuan
. Grande Muralha da China

 

Técnica Fotográfica abordada

Paisagem natural, Paisagem urbana e Retrato.

 

Material fotográfico aconselhado

Tratando‐se de uma experiência fotográfica, até um simples telemóvel poderá ser utilizado para registar as suas imagens. De qualquer modo, recomenda‐se a utilização de uma câmara reflex, objetiva grande angular e teleobjetiva. Como material opcional, considere ainda a utilização de um tripé, cabo disparador e filtros de densidade neutra.

 

Destinatários

Esta experiência fotográfica destina-se a todos que gostam de fazer fotografia e viajar. O conhecimento fotográfico e o tipo de câmara que utiliza não são importantes, preferimos valorizar o olhar de cada um sobre o destino e que se interessem por Natureza e enriquecimento cultural.

 

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Programa composto por 16 dias de viagem, incluindo dias de partida e chegada.
As visitas indicadas no programa poderão ter a ordem alterada, de modo a favorecer os participantes.

O primeiro dia é para fazer quilómetros e quilómetros a perder de vista, com um voo para a China e depois um segundo, já interno, rumo a Kashgar, no extremo oposto do país, já a roçar a fronteira com o Quirguistão e o Tajiquistão.
Esta cidade foi uma das principais artérias durante mais de um milénio da rota da seda. Localizada estrategicamente no ponto de encontro entre o mundo chinês e a Ásia Central, por aqui passaram não só mercadores como também religiosos, aventureiros, espiões e diplomatas, nomeadamente nos finais do séc. XIX, quando este território era mais que apetecível para as ambições hegemónicas britânicas e russas naquilo que era designado o “grande jogo”.


Hoje, Kashgar mantém ainda a sua aura de ponto nevrálgico que teve no seu passado. Aqui sente-se diariamente a vibração dos seus inúmeros bazares onde se negoceiam desde animais a especiarias ou mesmo cobras secas em jeito de Viagra homeopático. Sente-se que este microcosmo está em perigo, fruto das investidas chinesas com o objetivo de diluir a identidade deste povo, os uigures, que têm uma língua e uma religião que ainda não é totalmente controlada por Pequim. Por força das circunstâncias, é urgente a visita enquanto se vai vislumbrando por estas bandas a sua alma e autenticidade.


A partir daqui, é a aventura por terras da região de Xinjiang, a mais longínqua e fechada aos estrangeiros, terra deste povo uigur, de tradição e religião islâmicos, escrita incluída. A noite tem um encanto próprio, pronto a satisfazer o apetite de pratos exóticos que se podem degustar no enorme e vibrante mercado noturno da cidade.
A par do mercado de Kashgar e do seu centro histórico, há que somar a beleza da paisagem envolvente que nos segue até Tashkurgan, na autoestrada Karakorum. O comboio será o nosso meio de transporte de eleição, que nos levará ao longo de várias horas a caminho da cidade de Turpan, mítica cidade da rota da seda que será a nossa base para conhecer os tesouros que as suas redondezas escondem, como a aldeia uigur de Tuyoq ou a imensidão do deserto, junto a Kumtag. Por outro lado, será obrigatório dar uma espreitadela às inúmeras vinhas que há nesta zona, mesmo na altura da vindima. Será conveniente referir que esta região é uma produtora já ancestral de vinho. Com videiras em latadas que por vezes nem ultrapassam um metro de altura, estamos perante um mar verde que chama a atenção do nosso olhar para uma atividade que, se por um lado é próxima do que se faz no nosso país, por outro soa a algo muito distante.


Mais um comboio noite dentro para nos levar até Zhangye, cidade famosa pela sua referência no livro “O Milhão” de Marco Polo como, sobretudo, pela espetacularidade do seu geoparque de Danxia onde todos nos deslumbraremos com as suas montanhas arco-íris. Estamos a falar de um parque geológico que se estende por uma área de 510 quilómetros quadrados onde imperam formações rochosas que se desdobram nas cores de um arco-íris, dando assim corpo a uma das paisagens mais impressionantes deste país.


Daqui, sairemos de um mundo e entraremos noutro, agora no Tibete, em Xiàhé, um dos centros espirituais budistas tibetanos, com o seu imponente e fotogénico mosteiro de Labrang. Fundado no início do séc. XVIII, é o mais importante templo fora da Região Autónoma do Tibete, bem como uma das maiores universidades monásticas. Alberga também a maior comunidade de monges fora da referida região. Em tempos áureos, albergou cerca de 4000 monges, mas com a invasão chinesa o seu número reduziu drasticamente, uma situação que piorou com a revolução cultural de 1966. Nesta altura, muito do seu património foi destruído e a comunidade foi expulsa, obrigada a trabalhar nos campos. Hoje, o governo permite um máximo de 1500. Aqui se vêm rostos que nos remetem imediatamente para as nossas memórias visuais das imagens que fizeram história em revistas como a National Geographic. Além de fotografar, é importante observar, respeitar e perceber este modo de vida, sobretudo dos inúmeros peregrinos que aqui se dirigem.
Pequim é o destino final da experiência fotográfica, com passagem obrigatória em pontos como a Praça de Tiananmen, a maior do mundo, palco de acontecimentos que marcaram o século XX como a revolta estudantil de 1989 e o modo como foi esmagada pelas forças da ordem.
Longe daí, é obrigatório passar no Palácio de Verão, a residência do imperador e da sua família da época quente do ano. Declarado pela UNESCO como uma obra prima da arquitetura paisagista chinesa, cobre uma área de quase três quilómetros quadrados, dos quais a maioria são lagos. Aqui, as atrações são muitas, mas o melhor, para muitos, é mesmo fotografar o pôr-do-sol com uma multiplicidade de cores a refletirem nas suas águas calmas.


Uma vista sobre a Cidade Proibida, a partir do monte Jingshan é uma experiência que não se pode colocar de parte. E ainda passaremos pelo mercado de Panjiayuan, um mercado a céu aberto onde se encontra de tudo, desde moedas centenárias a bules de chá, material contrafeito ou relíquias da revolução cultural (umas mais autênticas que outras).
Como seria pecado capital ir à China sem se ver e fotografar a Grande Muralha, dedicaremos um dia para encherem os cartões de memória das câmaras ou telemóveis com imagens da única construção humana que se vê do espaço. Trata-se de uma experiência única, de subir a uma zona montanhosa rasgada por esta enorme serpente de pedra que se perde pelo horizonte, numa zona não estragada visualmente pelas hordas de turistas que transformam pérolas da história ou da natureza numa Disneylândia. Caminhar pelo alto desta muralha, por vezes íngreme para o que estamos habituados, dá-nos uma ideia da dureza de quem a construiu ou de para quem a tentou conquistar.

 


 

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