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  21 abril a 4 maio|2018

A nossa proposta

Quando o Irão se torna destino e não verbo conjugado no futuro do indicativo, é pelo fascínio que ele provoca que se decide roer caminho até lá! Por ser um país embriagado em costumes alimentados pela sua língua - o farsi, pela sua história, por aquela religião - o Zoroastrismo, pelo seu povo, e até pela sua polícia, a dos costumes. Durante 13 dias vestimos essa cultura com vontade de saber o que é ter aquela visão, esta audição, muito paladar, algum tato e um olfato persa, no masculino e no feminino. Fazemos as malas do estrito necessário, dobrando a novidade e o inesperado para deixar espaço para o que trouxermos de lá.


Spots Fotográficos

. Teerão, o sul tradicional vs o norte abastado

. Kashan, casas senhoriais

. Jardins persas – Património Mundial da Unesco

. Vida rural em Abyaneh

. Esfahan e o bazar medieval, praça, mesquitas, palácios e pontes

. Vida rural no oásis de Garmeh

. Deserto Dasht Kavir e o lago de sal

. Yazd, centro histórico

. Templo zoroastra e torres de silêncio

. Persépolis e Pasargadae

. Cidade de Shiraz e a Mesquita Nasir al Molk

 

Técnica Fotográfica

Fotografia de natureza, paisagem urbana, fotografia de rua, paisagem natural e retrato.

 

Material Fotográfico

Tratando‐se de uma experiência fotográfica, até um simples telemóvel poderá ser utilizado para registar as suas imagens. Recomenda‐se a utilização de uma câmara reflex, objetiva grande angular e teleobjetiva. Baterias adicionais são outro elemento a ter em conta. O tripé é sempre opcional.

 

Destinatários

Esta experiência fotográfica destina-se a todos que gostam de fazer fotografia e viajar. O conhecimento fotográfico e o tipo de câmara que utiliza não são importantes, preferimos valorizar o olhar de cada um sobre o destino e que se interessem natureza e pelo enriquecimento cultural.


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dia:

Portugal – Teerão

 

Voo para Teerão

 

Do 2º ao 13º dia:

Teerão

Começamos a experiência fotográfica com o ritmo frenético da zona sul de Teerão.

 

Almoço num dos mais antigos e surpreendentes cafés de Teerão, ponto de encontro de intelectuais, jornalistas e artistas até à revolução. Um dos sítios ideais para desfrutar de um ótimo khoresht caseiro.

 

Viajamos no tempo no histórico Café Naderi, regresso ao Irão dos anos 50, a caminho do museu das joias, incrível coleção dos tempos safávida, na altura em que os Xás percorriam a Europa, a Índia e as Terras do Império Otomano em busca de tesouros de forma a decorar a capital, Esfahan.


Visita a um parque surpreendente e fotogénico no norte de Teerão, zona chique e abastada da cidade, autêntico contraste com a zona sul, e com uma vista incrível para as montanhas de Alborz.

 

Teerão

Visita ao palácio Golestan, antigo coração de Teerão, epicentro dos excessos e glórias, testemunha da opulência do reino dos qajars.

 

Passeio no maior mercado do país, espaço fascinante, com trocas comerciais há mais de mil anos. Descoberta da sua energia vibrante, do regatear frequente e dos seus 10km cobertos de lojas e comerciantes. Almoçamos num dos locais mais típicos do sul de Teerão.

 

Kashan

Kashan, uma verdadeira pérola persa, muitas vezes injustamente negligenciada pelos roteiros turísticos.

 

Percorremos o centro histórico a caminho das mansões senhoriais do século XIX: a magnífica Tabatabei, a Borujerdi e o hammam e-sultan mir ahmad (autêntico banho público iraniano, com cerca de 500 anos e no seu topo, uma panorâmica incrível para os terraços das casas antigas, minaretes e badgirs (torres de vento).

 

Oportunidade para fotografar o magnífico bazar histórico, um dos mais fascinantes do Irão. O ponto alto será a chegada ao caravanserai que deliciará o apetite de qualquer fotógrafo. Se houver disponibilidade de uma família persa, tiramos partido de uma experiência gastronómica e musical única em sua casa.

 

Abyaneh e Esfahan

Visitamos o epítome dos jardins persas – Património Mundial da Unesco, o Bagh-e Fin. Seguimos posteriormente para uma das mais belas aldeias históricas, Abyaneh. Situada num pitoresco vale, fotografamos as suas ruelas, cantos e recantos de cor avermelhada em adobe e madeira cruzando-nos com a sua gente caricata e castiça, a caminho de Esfahan.

 

Esfahan é sem sombras de dúvidas o apogeu de uma viagem fotográfica ao Irão. É na praça Nasqh-e Jahan que nos apercebemos do significado da célebre frase “Esfahan é metade do mundo”. Vamos caminhar em direção à mesquita Masjed-e- Jameh por entre arcos, e longos túneis banhados por raios de luz saídos de pequenas cúpulas. A mesquita revela uma geometria elegante própria dos Seljuques ao detalhe barroco safávida. Com 20’000 metros quadrados, esta é a maior mesquita no Irão.

 

Não há melhor sítio para nos perdermos que no Bazar-e Bozorg, o mercado mais histórico e fascinante do Irão.

 

À noite após o jantar, iremos absorver a atmosfera social e familiar da praça Nasqh-e Jahan, ponto de encontro de muitas famílias iranianas.

 

Esfahan

Visitamos as mesquitas Masjed-e Shah, Masjed-e Sheikh Lotfollah, perdição de qualquer fotógrafo e o palácio Kakh-e Ali Qapu. Passeio entre pontes junto ao rio Zayandeh pela grandiosa ponte dos 33 arcos onde uma casa de chá nos convidará a disfrutar do momento.

 

A noite convida-nos a juntar-nos às dezenas de famílias iranianas que se deslocam para a praça para um picnic! E se ainda restar algum espaço, espera-nos satisfazer a gulosice com uma sobremesa típica Fereni Hafez, tentação adocicada de qualquer iraniano.

 

Esfahan

Fotografamos o fantástico palácio Chehel Sotun. Iremos explorar o bairro arménio Jolfa. Aqui, instalou-se uma comunidade cristã, o que origina um ambiente peculiar diferenciador da restante cidade. Visitamos a catedral Vank.

 

Esfahan é também sinónimo de inigualável artesanato. Além da tapeçaria onde poderemos ficar a conhecer um pouco da sua história com maior detalhe, iremos também conhecer o trabalho do famoso miniaturista Hossein Fallahi.

 

Esfahan e Garmeh

Despedimo-nos de Esfahan rumo a Garmeh no coração do deserto de Dasht-e Kavir, um dos dois desertos que dominam a paisagem no leste do Irão. Somos recebidos pelo excelente anfitrião artista e músico Maziar Davour. Ele e a sua família revitalizaram esta pequena aldeia oásis.

 

Garmeh

Passeio pela aldeia, sítio sereno longe do reboliço das grandes cidades. É de longe o ponto mais pequeno e remoto da nossa viagem pelo que a ideia será retirarem o máximo partido disso. Aqui vivencia-se a paz de uma aldeia quase inabitada.

 

O resto do dia fica a critério de cada um. Existe a possibilidade de visitar um lago salgado, passear de Jeep pelo deserto até Mesr, viajar até dunas mais distantes, ou simplesmente para quem apenas queira um dia mais calmo, um mais completo passeio pela aldeia e vivenciar mais de perto o modo de vida dos seus habitantes.

 

A noite é o momento ideal para apreciar o som da música de Maziar ou do seu irmão, num café recentemente inaugurado na aldeia, uma delícia de espaço que facilmente adiará a vontade de ir descansar cedo.

 

Yazd

Antigo entreposto comercial de paragem na Rota da Seda, Yazd é o sítio perfeito para vaguearmos e deixarmo-nos levar pelas passagens e ruelas que compõem este centro histórico único de adobe e torres de vento (badgirs), pátios e casas senhoriais. Segundo a UNESCO, é uma das cidades mais antigas do mundo e seguramente outro ponto alto para a fotografia.

 

Visitamos o Museu da água que nos elucidará a forma engenhosa como a água era (e em muitos sítios ainda é) transportada das montanhas para as inúmeras vilas e cidades do deserto no Irão.

 

Impossível não parar numa das pastelarias mais antigas com doces típicos desta região. Iremos abastecer-nos para os próximos dias. 

 

Teremos a oportunidade de vivenciar uma sessão de Zurkhaneh, um misto entre desporto de força e uma experiência mística espiritual, onde temos permissão para fotografar.

 

Pernoitamos num dos vários khan-e sonnati, maravilhosas casas tradicionais recuperadas para hostels. De dia exploramos a cidade histórica, à noite sentamo-nos em takhts e deliciamo-nos nestes pátios jantando e bebendo chá tal como os iranianos o fazem há séculos.

 

Yazd

Dedicamos algum tempo a desfrutar calmamente pelo antigo centro histórico entre ruelas e muros altos construídos com adobe. Deslocamo-nos ao Bagh-e Dolat Abad, antiga residência de um regente persa, integrante da lista de jardins da UNESCO do século XVIII. Os seus interiores resultam de um trabalho fantástico de madeira e vitrais únicos. É nestes jardins que se encontra a mais imponente torre de vento (badgir).

 

Partimos à descoberta da religião zoroastra. Visitamos o Templo do Fogo seguidamente das Torres de silêncio onde segundo rituais fúnebres os corpos se decompunham expostos ao ar. Aproveitamos o momento e local no topo de um monte para fotografar o pôr-do-sol e uma vista de 360 graus sobre Yazd.

 

Yazd - Persepolis – Nasqh Rostam - Shiraz

Despedimo-nos de Yazd rumo a Pasargadae, antiga cidade de Cyrus, primeiro rei Persa. Seguimos para a desejada Persepolis, apogeu e trágico fim do antigo Império Aqueménida. A entrada monumental, os grandiosos portões, os relevos requintados não deixam grande dúvida sobre a importância deste espaço construído por Darius o Grande em 518 AC, hoje em dia património mundial da UNESCO.

 

Não menos impressionante e que visitamos posteriormente é Nasqh Rostam e Rajab. No topo de um penhasco avistamos quatro túmulos trabalhados na rocha, de Darius I, II, Xerxes I e Anta Xerxes, bem como alguns frescos extraordinários, aludindo a cerimónias de realeza e vitórias de guerra. Com uma luz de final de tarde, ou gracejados por algumas nuvens podemos ter a oportunidade de obter neste espaço algumas das fotografias mais memoráveis da viagem.

 

Shiraz

Iremos explorar a zona histórica da cidade, nomeadamente a citadela, os vários bazares que compõem o antigo distrito de comércio. O mais aclamado é o bazar de e-Vakil, além da sua arquitetura fantástica é composto por inúmeras lojas de grande qualidade, incluindo souvenirs. Passeamos pelos seguintes bazares, deixando-nos contagiar pelo ambiente, parando e visitando alguns caravanserais e casas de chá.

 

Visitamos o jardim persa Bagh Eram e aproveitamos ainda a desculpa da proximidade para uma pequena paragem na casa de gelados mais famosa da cidade. Teremos oportunidade de disfrutar da visita ao jardim de Hafez, célebre poeta de Shiraz. Testemunharemos um sítio de culto e de idolatria de peregrinos iranianos. Diz-se que qualquer iraniano sabe recitar de cor um poema de Hafez, podemos confirmá-lo.

 

Shiraz

Exploramos a mesquita Nasir Al-Molk, reconhecida pela sua elegância, os seus vitrais inesquecíveis e um belíssimo jogo de luz sendo uma das mesquitas mais fotografadas do Irão. É de manhã que teremos a melhor luz de forma a conseguir tirar o melhor partido das suas cores.

 

Para quem quiser reservaremos tempo para compras de souvenirs no bazar antes do regresso para Portugal.

 

14º dia:

Voo do destino Shiraz para Portugal.



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